quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

NÃO ESCOLHI SER PASTOR

Acabo de separar em minha biblioteca o livro de Bill Lawrence, Autoridade Pastoral – Editora Vida (2002). Não que eu queira um manual para ter ou requerer autoridade, pois tenho aprendido na Bíblia que a autoridade não é imposta e sim reconhecida (Mt 7.28,29). Meu objetivo é ajustar-me aquilo que entendo ser o chamado de Deus e o objetivo Dele em minha vida.

Quando eu era pequenino lá em Ipanema (bons tempos!), costumava afirmar que seria vereador. Quando fazia essa afirmação, em minha mente infantil imaginava a farda azul da FAB e me via como um piloto de aviões, logo o termo certo seria aviador. Talvez fosse influenciado pelo personagem do seriado Jeannie é um gênio, o Capitão Anthony Nelson, ou por outro motivo qualquer. É lógico que, como a maioria das crianças, essa escolha profissional foi se modificando e se adequando às realidades possíveis e o sonho de ser aviador ficou lá em Ipanema mesmo, não me acompanhando para a Baixada Fluminense.
O entendimento tradicional a respeito da vocação pastoral é que “todos os crentes foram chamados por Deus para a salvação, para o serviço cristão, para testemunhar de Jesus Cristo e promover o seu reino, na medida dos talentos e dos dons concedidos pelo Espírito Santo. Entretanto Deus escolhe, chama e separa certos homens de maneira especial, para o serviço distinto, definido e singular do ministério da sua Palavra.” [1] Segundo esse conceito, não foi eu quem escolheu ser pastor, mas Deus assim quis. Então porque enfrentamos tantas dificuldades no ministério? Porque tanta incompreensão? Porque tanta tristeza no exercício de um ministério tão sublime? Porque tantos equívocos no “percurso”? Porque tanta resistência em atender uma orientação pastoral bíblica? As perguntas seguem com seus "porquês".
Diante dos desafios em liderar o povo de Deus, talvez entendamos os motivos de Moisés ao tentar esquivar-se da missão que Deus estava a lhe confiar (Êxodo 3), talvez o povo não reconhecesse que ele estivera com o Senhor; e com Gideão a dúvida era se Deus estava mesmo naquela experiência "teofânica" (Juízes 6). Embora tenha faltado uma segurança no primeiro momento para Moisés e Gideão, eles figuram na galeria dos heróis da fé (Hebreus 11) como grandes homens da história bíblica. Isso me inspira muito, pois sei que na caminhada do ministério e tendo a convicção de que estou cumprindo aquilo que Deus determinou, mesmo que não tenha sido uma escolha motivada por um desejo pessoal, Deus está no controle me ensinando a ser um melhor pastor e preparando-me para o rebanho que é Dele. Sendo assim, mesmo não tendo todas as respostas tenho decidido permanecer naquilo que fui chamado, sem abandonar e sem ir além.
Não escolhi ser pastor, mas agora não escolheria ser qualquer outra coisa. Eu sou pastor!
Fui ler o livro...até mais!

Deus te abençoe!

[1] Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira Cap. 9 Leia completo aqui.
Josimar da Silva Alves - pastor batista
Membro da Igreja Batista em Parque Alian
São João de Meriti / RJ


Reações:

1 comentários:

  1. Pr. Paulo Lima - PIB em Vila Norma / RJ23 de dezembro de 2010 08:39

    Querido,
    Desejo-lhe a paz do Senhor Jesus!

    A sua história tangencia a minha. Também não escolhi ser o pastor e até sofri a força coercitiva de Deus para atendê-lO. Pensava eu que todas as minhas impossibilidades seriam um problema para ser "aproveitado" para a obra. Ao atender não ao apelo, mas à força coercitiva de Deus, eu pude entender o que é milagre. Aquele hino "Um milagre eu sou" é a história da minha vida.
    Feliz natal com Jesus!
    Pastor Paulo Lima - PIB em Vila Norma

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