terça-feira, 19 de julho de 2011

PASTORA É BÍBLICO, OU NÃO?

 A questão se mulheres podem ser ordenadas como “pastoras”, ou até mesmo “presbíteras”, tem ocupado o centro do debate em alguns círculos protestantes em décadas recentes. Não raro, o assunto tem dividido igrejas e denominações.
A questão é: segundo as Escrituras, os cargos de oficialato na Igreja são iguais para homens e mulheres?
Essa pergunta quase nunca tem sido respondida em termos de exegese bíblica das passagens do Novo Testamento. Os argumentos favoráveis frequentemente estão relacionados à crescente participação da mulher em outras áreas da sociedade – argumentos Sociológicos ao invés de Teológicos.
Isso representa um lamentável desprezo à Palavra de Deus, o que é muito perigoso, visto que grupos que defendem o Homossexualismo, por exemplo, também fazem uso de perspectivas socioculturais para vindicarem a aceitação de comportamentos homoafetivos por parte da igreja e a recepção de homossexuais como membros nas igrejas evangélicas. Absurdo!
Vejamos o que a Bíblia diz:
O princípio da autoridade
Desde a criação, portanto antes da Queda, Deus estabeleceu papéis distintos para o homem e a mulher, visto que ambos são peculiarmente diferentes. A diferença entre eles é complementar. Ou seja, homem e mulher se completam com suas características diferentes. Conforme as Escrituras, o homem foi feito como cabeça da mulher – o que implica em diferente papel funcional do homem, que é o de liderar. Não implica em superioridade à mulher (1Co.11:7-10; 1Tm.2:12-15).
Essa autoridade sem superioridade fundamenta-se na cadeia hierárquica que começa na Trindade e continua na Igreja e na família. A subordinação de Cristo ao Pai não o torna inferior; da mesma forma a subordinação da mulher ao homem não a torna inferior. Assim como Pai e Filho, que são iguais em poder, honra e glória, desempenham papéis diferentes na economia da salvação (o Filho submete-se ao Pai), homem e mulher se complementam no exercício de diferentes funções, sem que nisto haja qualquer desvalorização ou interiorização da mulher.
O fato de o Novo Testamento determinar que os crentes se sujeitem às autoridades civis, por exemplo, não implica que os crentes são inferiores ou têm menos valor do que os governantes. Igualmente, os filhos não são inferiores aos seus pais porque devem submeter-se a eles. O conceito de subordinação de uns a outros tem a ver apenas com a maneira pela qual Deus estruturou e ordenou a família e a Igreja.
A base do oficialato no Novo Testamento
Jesus Cristo valorizava as mulheres e confrontou a sociedade judaica em muitas coisas que eram tabus naquela época. Algo fácil para Jesus Cristo era eleger uma apóstola, mas ele não escolheu. Há que se considerar que não há nenhuma menção no Novo Testamento de apóstolas, presbíteras, pastoras ou bispas.
Também não há nenhuma recomendação de Paulo quanto à ordenação de mulheres quando instrui Timóteo e Tito sobre a ordenação de presbíteros. Basta uma leitura sincera das qualificações exigidas por Paulo em 1 Timóteo 3:1-7 e Tito 1:5-9 para se ter a convicção de que o apóstolo tinha em mente a ordenação de homens: o oficial deve ser marido de uma só esposa, deve governar bem a sua casa e seus filhos (função do homem nos escritos de Paulo [Ef.5:22-24]).
Dons miraculosos e oficialato
Um argumento usado em favor da ordenação feminina ao ministério pastoral é o de que na Igreja do primeiro século algumas mulheres profetizavam. Todavia, isso não significa que podem ser pastoras ou presbíteras. Os textos de Atos 21:9 e 1 Coríntios 11:5 não dizem que tais mulheres eram presbíteras ou pastoras.
Além do mais, os dons do Espírito Santo não são restritos a cargos de oficialato como apóstolos, pastores e presbíteros. Todos podem recebê-los, conforme o Espírito conceder, sem necessariamente terem recebido o chamado pastoral. Do contrário, teríamos que ordenar ao ministério pastoral todos os irmãos da igreja que profetizassem ou tivessem outros dons espirituais. Já pensou?!
1 Timóteo 2: 12-15
Os falsos mestres em Éfeso estavam semeando dissensões e se ocupando com trivialidades, e várias mulheres da igreja estavam seguindo seus ensinos (1Tm.5:12-15; 2Tm.3:6,7). O programa dos falsos mestres incluía denegrir o casamento, induzir a rejeição dos papéis tradicionais das mulheres no casamento, e um encorajamento a que elas reivindicassem papéis iguais na igreja e nos lares.
Paulo faz as seguintes determinações quanto às mulheres:
E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio. Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva. E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso (1Tm.2:12-15).
Paulo diz não permitir que a mulher ensine nas igrejas. Ensinar, no Novo Testamento, é uma atividade bem ampla. Todos os cristãos podem ensinar. O próprio apóstolo determina que as mulheres idosas ensinem as mais novas (Tito 2:3-5). Fica claro que Paulo não está passando uma proibição geral.
Quando Paulo diz não permitir que as mulheres ensinem nas igrejas, ele se refere a não fazê-lo em posição de autoridade sobre os homens. Nas cartas pastorais, ensinar sempre tem o sentido restrito de instrução doutrinária autoritativa, feita com o peso da autoridade oficial dos pastores e presbíteros (1Tm.4:11; 6:2; 5:17).
Paulo não está proibindo todo e qualquer tipo de ensino feito por mulheres nas igrejas. Profetisas na igreja apostólica certamente tinham algo a dizer aos homens durante os cultos. Para o apóstolo, a questão não é o ensino, e sim o exercício de autoridade sobre homens, o que seria uma violação dos princípios que Paulo percebe na criação e na Queda.
Uma leitura cuidadosa de Gênesis 3 mostra como a mulher entrou em diálogo com o tentador, e assumindo a liderança, tomou do fruto e deu-o a seu marido, levando-o ao pecado. As palavras do Criador ao homem, “porque atendeste a voz da tua mulher” (3:17), soam como uma repreensão por Adão ter aceitado a liderança da sua esposa na transgressão. E o castigo imposto por Deus à mulher, de que seria dominada pelo homem, encaixa-se com essa dimensão do pecado da mulher (3:16). Portanto, o que Paulo quer mostrar em 1Tm2:13 é o que ocorre quando homem e mulher invertem os papéis que Deus estabeleceu.
Consequência da Queda, ou não?
Aqueles que defendem a igualdade de papéis entre homens e mulheres, quando usam a Bíblia, o que é bem raro, tomam como base o texto de Gálatas 3: 28 dizendo que a subordinação feminina ao homem é consequência da Queda e alegando que Cristo aboliu a sujeição da mulher ao marido.
Se isso fosse verdade, os homens não teriam que adquirir seu sustento com o suor do trabalho e as mulheres não teriam dores de parto, visto que estes sim são autênticos castigos decorrentes da Queda. Por que ninguém reivindica isso perante Deus? Uma análise sóbria do texto mostra claramente que Paulo fala da unidade da igreja, e não de igualdade de papéis. Usar esse texto de outra forma é fazer violência a seu contexto original!
Paulo argumenta em favor da subordinação da esposa ao marido não a partir da teologia da Queda, mas da teologia da própria Igreja, da relação entre Cristo e sua Igreja, como em Efésios 5: 22-24.
Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido. (Efésios 5: 22-24)
Implicações da criação
Em 1 Coríntios 11: 8-9, Paulo usa o relato da criação em Gênesis 2 para provar que a mulher é a glória do homem e, portanto, a ele subordinada:
Porque o homem não foi feito da mulher, e sim a mulher foi feita do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher por causa do homem (1 Co.11:8-9). Confira Gn.2:18,21-23.
Os detalhes da criação apresentam uma ordenação divina quanto aos diferentes papéis do homem e da mulher. A mulher foi criada do homem e por causa dele. Para o apóstolo, Deus revelou pela forma como criou a mulher o seu propósito de que o homem fosse o seu cabeça. E a intenção divina deve ser refletida no culto público. Ou seja, a mulher deveria participar de forma condizente com sua condição de subordinação.
A implicação de 1 Coríntios 11 é clara: se a mulher está debaixo da autoridade eclesiástica exercida pelo homem ao participar do culto, não pode exercê-la sobre ele. Ser ordenada como presbítera ou pastora implicaria que ela poderia exercer o governo da igreja, tendo autoridade sobre os homens crentes, o que contraria frontalmente o princípio das Escrituras.
O papel importante das mulheres no nascimento e desenvolvimento da Igreja cristã nunca necessitou de ordenação para assumir funções eclesiásticas masculinas, as quais não fazem parte do chamado cristão das mulheres. Homens e mulheres contribuem juntamente com o Reino de Deus quando realizam aquilo que o Criador lhes propôs, cada qual na sua vocação.
Considerações finais
As escrituras Sagradas não podem ser ignoradas. Não há respaldo bíblico que sustente a ordenação feminina ao pastorado, presbiterado, ou bispado de igrejas cristãs locais, onde irão governar sobre homens. As evidências bíblicas apontam em outra direção. A própria autoridade dos presbíteros e o governo nas igrejas eram limitados aos ensinos de Jesus e dos apóstolos, que hoje se encontram na Bíblia.
NENHUM CONCÍLIO ECLESIÁSTICO, ARGUMENTANDO A PARTIR DAS MUDANÇAS SOCIAIS DO TEMPO PRESENTE, TEM PODERES PARA IR ALÉM DA ESCRITURA, OU CONTRADIZÊ-LA, ORDENANDO MULHERES COMO PRESBÍTERAS, PASTORAS OU BISPAS.

Texto resumido e adaptado de:
Ordenação Feminina: O Que o Novo Testamento Tem a Dizer?
Augustus Nicodemus Lopes

Para conferir o texto na íntegra, clique no link:

Reações:

1 comentários:

  1. É SIMPLISMENTE ESTAO TENTANDO TIRAR O FOCO DA SALVAÇAO O Q NAO ESTA NA BIBLIA O O HOMEM ESTA CRIANDO POR CONTA PROPRIA .SATANAS TEM SIDO SUTIL E TINHOSO TENTANDO COLOCAR IGUALDADES NAO RESPEITANDO UM MANDAMENTO DE DEUS.FAZENDO O POVO ERRAR COMO ELE MESMO ERROU.NAO TIRE UMA VIRCULA E NEM A PONHA.O FATO É QUE TODOS QUEREM CARGOS PARA SE PROMOVEREM MAIS PAGAR O PREÇO POR ALGUEM, NINGUEM QUER,IR ATRAZ DAS OVELHAS QUE SE PERDERAM NINGUEM VAI E AINDA USAM UM ARGUMENTO DIZENDO Q FOI DEUS QUEM TIROU DA IGREJA, SE FOI UM EMBORA PARA O MUNDO DEUS MANDARA DEZ.É UM ABSURDO MULHERES VCS SAO IMPORTANTES SIM E MUITO.MAIS POR FAVOR NAO NAO FAÇA O QUE DEUS NAO DEIXOU ORDENADO PARA CADA UM.OTIMA EXPLICAÇAO ACABEI DE LER.NAO SE PREOCUPE COM CARGOS FAÇA O IDE SEM QUERER ELOGIOS PARA ISSO OU APLAUZOS EM CIMA DO ALTAR.SEJA UMA GRANDE MULHER COMO DEUS ASSIM TI ORDENOU POR QUE TUDO Q TEM FOLEGO LOUVE AO SENHOR.E LOUVAMOS A ELE QUANDO FAZEMOS O PAPEL A QUAL NOS FOI ORDENADO.SEJAMOS TODOS UM SÓ CORPO E CADA MEMBRO COM SUAS FUNÇOES.POR Q SI A MAO FOR FAZER O PAPEL DOS PÉZ FICAREMOS DE PONTA CABEÇA.E INFELIZMENTE A IGREJA ESTA ASSIM DE PONTA CABEÇA.TODO MUNDO ACHA E O ACHISMO É COISA DO INIMIGO, POR QUE DEUS DISSE QUE SEJA SIM OU NAO O Q PASSAR DISSO É OBRA MALIGNA.PR.EDMILSON RIBEIRO.FIQUEM NA PAZ.VAMOS AJUNTAR E NAO ESPALHAR.

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