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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A VERDADE SOBRE A PATERNIDADE HOMOSSEXUAL


O sociólogo Mark Regnerus, bastante criticado, fala sobre seus mais recentes estudos sobre famílias com casais homossexuais.

Se quiser saber como foram os últimos meses do sociólogo da Universidade do Texas, Mark Regnerus basta ler a última edição da revista conservadora Weekly Standard. Na capa da edição de julho da revista há dois capangas encapuzados girando maliciosamente uma roda de tortura medieval onde Regnerus está preso, suando em bicas tentando se manter inteiro. O verso da página – “A vingança dos sociólogos: os perigos das pesquisas acadêmicas politicamente incorretas” – sugere a situação provocada pela publicação da mais nova pesquisa de Mark Regnerus, assim como um discurso político mais amplo a respeito do casamento homossexual.

O relatório, conhecido como New Family Structure Studies (NFSS) (“Estudos sobre a Nova Estrutura Familiar”) é notável em seu escopo. Trata-se de uma amostra nacional aleatória considerada o “padrão de ouro” das pesquisas de ciências sociais. O NFSS mede os efeitos econômicos, políticos e psicológicos em jovens adultos, de 18 a 39 anos, que cresceram em famílias onde ou o pai ou a mãe se envolveram em relações homossexuais. Apesar da cautela demonstrada por Regnerus ao afirmar repetidas vezes que o NFSS não leva em conta casamentos estáveis do mesmo sexo (já que casamentos do mesmo sexo não existiam quando esses entrevistados eram crianças), ele tem sofrido censura profissional. O Social Science Research está realizando uma auditoria interna sobre o processo de revisão do NFSS, e a Universidade do Texas, em Austin, está investigando as alegações feitas por Regnerus de “má conduta científica”.

Regnerus aceitou conceder uma entrevista por e-mail a Christianity Today para esclarecer os fatos a respeito da NFSS e seus dissabores.

Outros estudos foram feitos a respeito do bem-estar de crianças criadas por casais do mesmo sexo com a conclusão de alguns sociólogos, de que não há diferença entre estas e aquelas criadas por casais heterossexuais. Por que foi necessária a presença do NFSS dessa vez?

A maioria dos estudiosos da família havia, até recentemente, afirmado de maneira consistente a elevada estabilidade e as vantagens (para as crianças) de um ambiente familiar constituído por pais biológicos casados e heterossexuais, em contraste com todos os outros “modelos” de família. Outros tipos de arranjos familiares não atingiram níveis desejados de desenvolvimento, como a realização educacional, e apresentaram problemas de comportamento e bem-estar emocional.

Para os filhos de lésbicas e gays americanos, no entanto, os cientistas sociais parecem ter mudado de opinião radicalmente. Desde 2001, e em maior escala atualmente, estudiosos têm declarado cada vez mais que “não há diferença” entre pais heterossexuais ou homossexuais, e alguns inclusive sugerem que pais do mesmo sexo podem ser até mais competentes do que um homem e uma mulher em um arranjo familiar tradicional. Dez anos é muito pouco tempo para derrubar um paradigma tão estável, e, francamente, alguns de nós consideramos isso um tanto suspeito, e, portanto, decidimos pesquisar a respeito nós mesmos.

Acredito que o único componente sensível ao tempo nesse estudo, é o fato de que era o momento de avaliar o que se tornou uma drástica mudança de consenso sobre o assunto.

Como a metodologia utilizada em sua pesquisa se compara com aquelas usadas em pesquisas anteriores sobre este tema?

Esta é a principal área de distinção entre meu estudo e os outros. Quase todos os estudos feitos antes desse eram pequenos e “não-aleatórios”. Isto é, não temos a menor ideia do quão semelhantes à maioria dos participantes dos outros estudos são à população que eles procuram estudar. E em relação a vários estudos anteriores, acredito que haja motivos para o ceticismo. Por exemplo, se você sabe que está participando de um pequeno estudo sobre paternidade gay, e que isso será notícia e que talvez tenha ramificações políticas, acredito que seja justificável o questionamento de estudiosos sobre a validade dos dados.

O NFSS, por outro lado, é muito maior do que a maioria dos outros, e trata-se de uma amostra aleatória da população americana entre as idades de 18-39 anos. Não me concentrei na orientação sexual dos pais – afinal de contas, era uma época bastante diferente – mas no comportamento deles nos relacionamentos. Comparei então, como jovens adultos cujos pais ou mães se envolveram em relacionamentos homossexuais se saíram quando comparados a outros tipos de arranjo matrimonial, inclusive a relação tradicional e biologicamente intacta entre um pai e uma mãe.

Explique brevemente como você identificou “mães lésbicas” e “pais gays” no estudo. Não se tratam de casais estáveis do mesmo sexo, que decidiram adotar ou fazer fertilização in vitro, certo?

Os dados permitiram que surgissem casais gays e lésbicos estáveis, mas pelo menos na época em que estou avaliando, isso não era comum. Da mesma maneira, a barriga de aluguel e a tecnologia de reprodução assistida também não eram. São artifícios bastante caros, ainda hoje. Outro trabalho realizado a respeito deste assunto observa que “a literatura sobre casais do mesmo sexo tende a apresentar estudos sobre o tipo de mulheres que podem pagar por tecnologia de reprodução assistida: mulheres brancas, de classe média alta”. Mas esse é o estereótipo criado pela mídia sobre pais e mães gays, embora os dados do Estudo Nacional do Crescimento Familiar tenham revelado que estes tem menos propensão de desejar filhos do que pais e mães gays que não sejam brancos. Então, os tipos de casais aos quais você está se referindo, podem estar presentes nos dados, apesar de eu não ter perguntado aos entrevistados a respeito das circunstâncias de seus próprios nascimentos. A partir de outras perguntas – como se suas mães e pais biológicos já foram casados alguma vez -- eu posso arriscar um palpite sobre suas origens. A maior parte de tais entrevistados eram produtos de uma união heterossexual que eventualmente se desintegrou. Alguns entrevistados sugerem que tais uniões se tratavam de “casamentos de orientação mista”, mas eu não presumiria algo assim com tanta pressa. Embora a etiologia da homossexualidade não esteja em jogo aqui, perguntas sobre as categorizações feitas por mim parecem levantar a questão a respeito de que pessoas podem ser consideradas gays, sem falar de bissexualidade. O estudo, no entanto, diz respeito ao que seu próprio título afirma: os filhos adultos de pais que tem ou tiveram relações homossexuais. Em retrospecto, gostaria de ter me assegurado melhor da compreensão de meus leitores a respeito disso.

O que você diria a grupos religiosos e políticos que promovem o casamento tradicional e desejam usar os resultados do NFSS para “provar” que a paternidade por casais do mesmo sexo é prejudicial às crianças?

Não sou nem teólogo e nem político, então não me atreveria a dizer a ninguém como fazer seu trabalho. Apesar das ciências sociais não serem capazes de “provar” as coisas, elas podem descrever a realidade social. O que o NFSS descreve é que os jovens adultos, filhos de homens e mulheres homossexuais parecem ter sido mais propensos a problemas durante o crescimento, e, em alguns casos ainda hoje, do que aqueles cujos pais biológicos continuam casados. O porquê disso é uma questão importante, que deve continuar sendo explorada e discutida.

Que tipos de problemas esses jovens adultos de pais homossexuais enfrentam exatamente? Emocionais, financeiros, espirituais?

Eles relatam uma série de desafios, principalmente no caso de terem vivido em ambientes familiares de muita instabilidade. Muitos tiveram a experiência de conviver com as idas e vindas dos parceiros de seus pais ou mães. Entre outras coisas, eles se mostraram mais aptos a enfrentar dificuldades financeiras, problemas para arranjar emprego e terminar os estudos, assim como mais problemas com a lei. Também relataram um número mais elevado de parceiros sexuais e vitimização do que as crianças vindas de casamentos biologicamente intactos e estáveis. Questões de religião e espiritualidade não foram incluídas no estudo.

Quais são suas convicções pessoais a respeito das estruturas matrimoniais? Essas convicções tornam sua pesquisa tendenciosa, como as recentes críticas direcionadas a você sugerem?

Todo pesquisador tem opiniões próprias. É por esse motivo que bons projetos de pesquisa devem assegurar o anonimato dos participantes e não sugerir o que estes devem responder. Tal postura ajuda a permitir que as ciências sociais superem as tendências pessoais de cada pesquisador.

Você observa que todo pesquisador tem suas próprias convicções. De que maneira tais convicções contribuíram para informar a auditoria interna de sua pesquisa, que está sendo conduzida atualmente pelo Social Science Research, especificamente pelo sociólogo Darren Sherkat? Sherkat, que apóia o casamento gay, não criticou sua pesquisa publicamente antes do início da auditoria?

Sim. Não vou revidar, mas é verdade. E ainda assim, a auditoria concluiu que o processo de publicação do estudo não foi comprometido. Estudiosos se criticam mutuamente o tempo todo, mas dessa vez parece ser algo pessoal.

Seu estudo tem algo a contribuir para a atual discussão sobre a legalização e aceitação cultural do casamento homossexual?

O objetivo do estudo em si não foi nem de minar e nem de afirmar qualquer tipo de direito legal sobre o casamento homossexual. Dito isso, o NFSS e outros estudos sólidos são uma boa fonte de orientação para os cidadãos, independente de suas perspectivas pessoais.

Refletindo agora, você acha que, como pesquisador, foi responsável de sua parte receber fundos para o NFSS do Instituto Witherspoon e da Organização Nacional para o Casamento (NOM) – dois grupos conhecidos por suas fortes convicções a respeito do casamento tradicional?

Nenhum financiamento veio da Organização Nacional para o Casamento (NOM), e sim do Instituto Witherspoon e da Fundação Bradley. (Nota do editor: os críticos de Regnerus estão ligando Witherspoon e Bradley a NOM porque Robert P.George, presidente emérito da NOM, tem fortes ligações com as duas instituições que ajudaram no financiamento do estudo de Regnerus). Como já observei no texto presente no estudo e em outras fontes, sempre trabalhei de forma independente de ambas as organizações. Nenhum representante de financiamento das agências foi consultado a respeito do projeto de pesquisa e do conteúdo da mesma, das análises ou das conclusões. Quaisquer alegações de que os financiadores tenham influenciado indevidamente são falsas.

Como você compreende sua vocação como sociólogo? O que a sociologia oferece para a sociedade como um todo que outras profissões não ofereçam?

Entre outras coisas, a boa sociologia investiga a cultura, como as estruturas funcionam, como determinadas formas de pensar e agir se tornam “normais”, como as instituições moldam nossas vidas e como se dá a mudança social. Isso pode parecer abstrato e maçante, mas é um modo fascinante e muito importante de ver e pensar o mundo e as nossas vidas. Aqueles que se aplicam a encarar esse tipo de questões muitas vezes se dão conta do quão interessante e importante a análise sociológica pode ser. E, nesse processo, eles muitas vezes vêm a entender de modo bem mais completo suas próprias experiências de vida.

Fonte: Cristianismo Hoje

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

DISCIPLINAS ESPIRITUAIS

Por: Paulo Fabrício*

”Como cultivar hábitos que nos aproximam de Deus e aperfeiçoam o nosso caráter.”
 Uma pessoa disciplinada, é aquela capaz de fazer a coisa certa, no momento certo, do jeito certo e com a motivação certa, para alcançar objetivos certos.

O que significa DISCIPLINA?
 O Dicionário Michaelis, de língua portuguesa, define a palavra assim:
 dis.ci.pli.na – s. f. 1-Conjunto das obrigações que regem a vida em certas corporações, em assembléias etc. 2- Submissão a uma regra, aceitação de certas restrições.


 A palavra disciplina e a palavra discípulo vem da mesma raiz. É impossível ser um discípulo sem ter disciplina. Como cristãos, muitas vezes ignoramos a necessidade de exercitar as disciplinas espirituais. Oração, Meditação, Estudo da Palavra, Jejum, entre outras devem ser desenvolvidas cada dia

 Os benefícios das disciplinas espirituais

 Por que devemos ter uma vida espiritual disciplinada?
 O apóstolo Paulo compara a vida cristã a uma competição de atletismo. Em 1Coríntios 9.24-27, Paulo compara o cristão a um atleta, dizendo que: assim como um atleta precisa treinar rigorosamente durante muito tempo para que consiga obter uma boa colocação nas Olimpíadas, um cristão precisa disciplinar-se para viver como Jesus Cristo viveu.

 Amar nossos inimigos, refrearmos nossos pensamentos pecaminosos, orar pelos que nos amaldiçoam, falarmos sempre a verdade, mantermos a paz em meio às necessidades materiais, cultivarmos a alegria quando estamos doentes ou desempregados, e tantas outras exigências da vida cristã requer exercício. Se não nos exercitarmos diariamente nas disciplinas espirituais, não teremos força suficiente para superarmos esses desafios do cotidiano.

É bom lembrarmos também que:
 a) o judaísmo era marcado por disciplinas;
 b) Jesus e os discípulos praticavam disciplinas espirituais;
 c) em toda a História da Igreja, cristãos sinceros também cultivavam as disciplinas.

 Por que temos aversão à disciplina?

 Infelizmente os cristãos modernos sentem aversão até mesmo à palavra disciplina. Nos lembramos dos monges da Idade Média, enclausurados em celas, isolados do mundo; visualizamos os católicos se penitenciando por algum pecado e recitando suas rezas; assistimos aos muçulmanos que se auto-flagelam e chegam a cometer suicídio religioso; e pensamos em evangélicos fanáticos que praticam disciplinas espirituais (jejuns, orações, vigílias, etc.), buscando obter a salvação ou o perdão dos pecados, através delas.

 Disciplinas espirituais

 Inúmeras disciplinas poderiam ser mencionadas em nossa aula. Cristãos do mundo todo já praticaram incontáveis disciplinas espirituais, que contribuíram muito para o seu enriquecimento espiritual e para o progresso do Reino de Deus. Atividades como: fazer vigílias, manter um diário espiritual, separar um dia da semana para estar a sós com Deus, fazer visitas a bairros pobres, hospitais ou asilos, ler bons livros cristãos, sacrificar algo, etc. Disciplinas como essas podem contribuir muito para o crescimento espiritual de quem as pratica regularmente. Vamos estudas as seis disciplinas espirituais que mais se destacaram ao longo dos séculos entre os cristãos:

1. Oração:
 A oração é prática indispensável para aqueles que desejam viver em comunhão com Deus. É impossível ter comunhão com quem não nos relacionamentos. Do mesmo modo, é impossível ter comunhão com Deus se não orarmos regularmente.
 Leia os textos: Mt 6.6, 6.11, 14.23 e 26.36; Lc 18.1-8 e 22.40; At 1.14 e 2.42; 1Ts 5.17; Tg 5.17.

2. Leitura Bíblica:
 A Bíblia tem um papel vital na vida cristã. Ela é a revelação clara de Deus para os seus filhos. A Palavra de Deus contém orientações claras de como devemos viver, nos relacionar com Deus, reagirmos às tribulações da vida e resistirmos ao mal (o Salmo 119 exalta a relevância da Palavra de Deus).
 Leia os textos: Jo 8.31,32 e 15.3; Rm 10.17; Ef 5.26; 1Tm 4.5; 1Pe 1.23.

3. Jejum:
 Uma das práticas mais negligenciadas pelos cristãos modernos é a disciplina do jejum. Não conseguimos enxergar propósito em nos abster do alimento diário, para dedicarmos um tempo especial a Deus e à Sua Palavra. Mas a verdade é que a prática do jejum pode ser de importância fundamental para o nosso crescimento espiritual, pois através do jejum ordenamos nossas prioridades, considerando as necessidades espirituais acima das físicas.
 Leia os textos: Mt 6.16,17 e 17.21; At 13.3.

4. Intimidade com Deus - Separar tempo com Deus :
 Jesus era alguém que regularmente buscava a Intimidade com o PAI. Inúmeras passagens dos Evangelhos demonstram Sua necessidade de separar um tempo especial para ficar a sós com o Pai. A Separação (intimidade) é de vital importância para aqueles que querem: considerar seriamente alguma questão fundamental da sua vida, avaliar seu próprio caráter e conduta, ouvir uma orientação específica de Deus, resolver um conflito interpessoal, ser curado emocionalmente, etc.
 Leia os textos: Mt 14.23 e 26.36; Mc 6.46; Lc 6.12; 1Co 11.28.

5. Comunhão:
 Não fomos salvos para vivermos em solidão. Por isso Deus nos reuniu como igreja. Deus não nos salvou e nos mandou para nossas casas, mas inseriu-nos em um corpo – a igreja de Cristo. A comunhão com os outros membros do corpo é responsável pelo crescimento pessoal e edificação espiritual daqueles que foram salvos por Cristo. Os “mandamentos de mutualidade”, por exemplo, dão demonstrações da relevância e dos benefícios da comunhão.
 Leia os textos: Rm 12.10 e 15.14; Cl 3.16; 1Ts 4.18 e 5.11; Hb 3.13 e 10.24,25; Tg 5.16.

6. Serviço cristão:
 Fomos chamados para servir. E uma das ferramentas mais eficazes para a transformação do nosso caráter é o serviço cristão. Quando servimos é que somos mais parecidos com Jesus Cristo – aquele que veio para servir. Jesus disse que o serviço ao próximo é uma das marcas daqueles que são realmente seus discípulos.
 Leia os textos: Mt 20.28 e 25.34-40; Jo 13.12-15; Gl 5.13


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

AGRADEÇO A REDE GLOBO PELA NOVELA SALVE JORGE



Este é um tempo de muitas expectativas quanto aos sucesso da nova novela da Globo, “Salve Jorge!”. A emissora e equipe diretamente envolvida com a produção da nova novela aguarda o resultado da exibição do primeiro capítulo para verificar se bateram as emissoras concorrentes, nos pontos de audiência. Por outro lado, as emissoras concorrentes querem verificar o impacto do lançamento da nova novela global, com grande elenco e possivelmente uma estória empolgante, em suas próprias audiências. Há também religiosos que entendem que o tema ou nome da novela, por ser uma expressão usada na adoração (chamada veneração pelos católicos da ICAR e outros tipos de catolicismo), é por si só motivo para o boicote a esta programação, pois, em tese, representaria a concordância com este tipo de adoração. Outros chegam ao ponto de ressaltar um aspecto do sincretismo religioso, onde o São Jorge, da ICAR, representa o orixá ogum para os religiosos de matriz africana.

Diante de toda essas posturas perante o lançamento de mais uma novela, que em geral são desprezíveis e repetitivas (prefiro as séries que são feitas de tempos em temos, como a Casa das 7 Mulheres, Mad Maria e outras), sendo um pastor batista, por que eu estaria agradecido a Rede Globopor esta novela?

Não agradeço pela estória, o roteiro, a seleção de atores de primeira que compõem o elenco, o talento de Glória Perez para escrever e trazer temas contemporâneos e denunciar problemas sociais para a "telinha". Não, não são esses os meus motivos de gratidão a Rede Globo.

O motivo da minha gratidão é um só. É que a partir deste novo lançamento, pus-me a refletir e cheguei a conclusão:
  • que gasto tempo precioso com o que não deveria gastar;
  • que o tempo investido (perdido) em frente a televisão, deveria ser investido em mais diálogo e relacionamento com familia, amigos e irmãos;
  • que deixo de cultuar a Deus com minha família alegando falta de tempo ou que a vida está muito corrida hoje em dia;
  • que abro mão de princípios que defendo quando aceito o entretenimento que contraria o que acredito e prego;
  • que não perco nada em deixar minha TV desligada por algumas horas a noite.
Assim, agradeço a Rede Globo, pois a partir desta novela decido deixar minha TV desligada no horário da exibição desta novela para dedicar esse horário para cultuar ao Senhor em meu lar, estabelecer dias na semana em que vamos brincar com games famíliares (jogos de tabuleiros, gincanas bíblicas e outras brincadeiras), vamos visitar amigos e familiares que a tempos não vemos, etc.

Não estaremos a frente da TV, pois este entretenimento não nos interessa e queremos corrigir algumas falhas na maneira como temos gasto o nosso tempo.

Obrigado Rede Globo!

sábado, 21 de julho de 2012

EX-GAY? É POSSÍVEL A REGENERAÇÃO?


O testemunho que você está prestes a ler foi escrito por um pastor adventista, que usa o pseudônimo de Victor J. Adamson, para proteger sua identidade. Ele escreveu seu testemunho em grande parte como resposta ao artigo “Are Homosexual God’s Children? São os Homossexuais Filhos de Deus?” que apareceu na Adventist Review de Abril de 1997. O artigo, como indicado acima, via a homossexualidade como uma orientação hereditária permanente que não pode ser mudada.

Adamson não partilha desta opinião. A história de sua peregrinação da escravidão à liberdade mostra que, pela graça de Deus “Homossexuais podem ser curados!”. Eu acredito que você gostará de ler este testemunho. Sinta-se livre para compartilhar com seus amigos.

Se você tivesse me perguntado há nove anos, porque eu tinha escolhido ser gay, eu teria respondido a você como eu fiz inúmeras vezes antes, “Eu não escolhi ser gay! Eu escolhi ser um cristão adventista do sétimo dia. Eu escolhi ser educado nas escolas cristãs Adventistas do Sétimo. Eu escolhi ser um estudante missionário. Eu escolhi me graduar e pós graduar em Teologia com distinção. Eu escolhi me casar com uma jovem adventista. Eu escolhi ter filhos adventistas do Sétimo Dia. Eu não escolhi ser gay! Eu finalmente cheguei ao confronto com a realidade e aceitei o fato de que eu era gay. cheguei a acreditar que eu nasci gay”.

Durante anos depois de minha “saída” do armário e experimentando a separação devastadora do meu lar, eu duvidava que alguém me dissesse que a minha “condição” era uma questão de escolha. Eu tinha feito todas as “escolhas” certas na minha vida. Embora lutando com os anseios irritantes do meu coração, eu tinha orado incessantemente para que Deus “Criasse em mim um coração puro, e renovasse um espírito reto dentro de mim.” Eu queria que Deus me ajudasse a amar e ser apaixonado pela minha esposa. Mas, todos os meus esforços foram em vão.

Por fim, eu sucumbi àqueles anseios lancinantes e cai na vida “gay” de relações homossexuais, totalmente convencido de que a minha “condição”, ou “comportamento”, não era o resultado da minha escolha deliberada. Que cristão estaria disposto a optar por estar tão radicalmente fora de sincronia com a sociedade e a igreja? Eu tinha de ser a vítima do meu próprio ambiente, ou eu simplesmente nascera assim.

Meus pais, amigos e familiares todos pensavam em mim como uma pessoa gentil, amável e atenciosa com os outros. Aos seus olhos eu era inteligente, simpático, cortês e talentoso em muitas áreas. Acima de tudo, eu era conhecido por ser profundamente espiritual.

As Tensões do Meu Estilo de Vida “Gay”

Ao entrar no estilo de vida “gay”, eu ainda vivia de acordo com essa imagem, só que eu já não era mais “profundamente espiritual.” Recusei-me a ser um hipócrita. Não havia nenhuma maneira que eu pudesse conciliar a minha homossexualidade com o chamado para fazer parte do povo remanescente que ama a Deus e guarda os seus mandamentos. Para mim a Bíblia era muito clara ao ensinar que “os sodomitas” não entrarão no Reino de Deus (1 Coríntios. 6:9).

Olhando para trás nos anos gastos no estilo de vida “gay”, eu posso honestamente dizer que minha vida se tornou cheia de comportamentos nojentos, depravados e pervertidos. Como todo homossexual que eu conhecia, fiquei lascivo e obcecado por sexo. Em público e entre os amigos, porém, mantia magistralmente a imagem de uma pessoa decente, gentil, atenciosa, educada, amorosa e adorável.

Antes de voltar para Deus, por dezesseis anos eu O culpava por tudo de errado com minha vida, especialmente a minha homossexualidade, porque eu tinha orado para que Ele a tirasse de mim, e ele não o fez. Assim, eu raciocinava, que a culpa de eu ser gay era de Deus e não minha.

Durante esses egoístas anos de “amor”, de promiscuidade, de prazer, de auto-exaltação e auto-satisfação, sentia muita solidão, miséria e sofrimento. No entanto, meus pais e famíliares nunca me fizeram sentir que eu não fosse amado, apreciado, ou aceito. Em Sua misericórdia e paciência, o Senhor cooperava com os membros da minha família para me revelar o verdadeiro significado do amor incondicional para comigo, um pecador, sem condenar meu estilo de vida pecaminoso. Eles manifestaram seu amor incondicional e aceitação, não só para mim, mas também para com os meus amigos e amantes. A sua aceitação incondicional de mim demonstrou o significado das palavras de Jesus: “Nem eu te condeno.”

Em sua aceitação amorosa, no entanto, eles não descartaram o resto da declaração de Jesus: “vá e não peques mais” (João 8:11).
Algumas Perguntas Inquietantes, e um Sonho

A aceitação incondicional dos meus familiares me levaram a parar de culpar a Deus por minha condição. Em vez disso, comecei a olhar honestamente para mim. Afinal, pensei, eu posso culpar a Deus por toda a minha vida e ainda estar perdido. Eu me perguntava: “Qual é o ponto: fingir que não existem consequências para o meu estilo de vida, ou que eu poderia ser salvo apesar disso?” Aos poucos, percebi que eu estava enganando a mim mesmo. Eu precisava parar de correr e de me esconder de Deus, em vez de buscar orientação na Sua Palavra.

A declaração “Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás” (O Grande Conflito, pág 620), parecia falar com a minha própria situação. Aquele era eu. Eu tinha me tornado totalmente vencido por Satanás.

Comecei a pensar: “Não seria trágico me achar algum dia fora da Nova Jerusalém, com uma “boa desculpa”. Por muitos anos fiquei perturbado com um sonho recorrente no qual eu experimentei o horror de estar perdido, enquanto eu olhava para o rosto de Jesus, que vinha nas nuvens de glória. Aparentemente, Jesus usou este sonho para chegar a mim, um homossexual, dizendo: “Meu filho, dá-me o teu coração, antes que seja tarde demais.” Aliás, desde que voltei para ele, eu nunca experimentei outra vez o pesadelo deste sonho!

Jesus nos adverte sobre o destino dos ímpios, dizendo: “Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos; …” (Mateus 7:23, 25:41). Tragicamente, o lago de fogo irá conter um número incontável de pessoas a quem Deus ama incondicionalmente. Ele os ama tanto que deu o seu Filho unigênito, para que eles não precisassem morrer. Mas eles optaram por rejeitar o dom da vida eterna. Deus honrou a escolha deles. O resultado é a eterna separação da fonte da vida eterna.

O Desafio de Começar uma Nova Vida

No raciocínio e lógica infantil, eu orava estudando a Palavra de Deus para encontrar qualquer justificativa para a minha homossexualidade, ou o remédio para ela. Por mais que tentasse, não conseguia encontrar justificativa em qualquer lugar na palavra de Deus para continuar meu estilo de vida homossexual. Quanto mais eu estudava as Escrituras mais eu me convencia de que Deus criara o casamento como a união de um homem com uma mulher, tornando os dois uma só carne.

A relação íntima de um homem com um homem ou uma mulher com uma mulher não pode cumprir o propósito de Deus para o casamento. Além disso, a Escrituras condenam relacionamentos do mesmo sexo como “abominação” (Lv 20:13), que vai impedir a entrada no Reino de Deus (1 Coríntios 6:9-10). Estes e outros textos me convenceram de que não havia nenhuma maneira para mim legitimar o meu estilo de vida homossexual.

Era presunçoso para mim viver como se eu tivesse o dom da vida eterna, quando, na realidade, eu estava consciente recebendo o salário do pecado a “morte”. Quando eu comecei a ponderar o meu destino eterno, gradualmente, fiquei convencido de que minha vida tinha que ser mudada. Mas, me sentia impotente para fazer essa mudança. Em retrospecto, posso compreender que a sensação de impotência resultante da minha violação aos princípios morais de Deus, era concebida para despertar em mim a realização da minha necessidade de um Salvador.

No meu desespero eu encontrei conforto no fato de que Deus é o Criador onipotente e Re-Criador de nossas vidas. Através da iluminação da Sua Palavra e do poder capacitador do Seu Espírito, senti que eu poderia ser purificado e curado. Eu vim a perceber que não importa se eu nasci homossexual ou se eu tinha escolhido me tornar um. Todos os descendentes de Adão nascem com tendências para o pecado. Ganhei confiança na promessa de que a graça de Deus poderia permitir-me superar as tendências pecaminosas tanto as herdadas como as cultivadas.

Conforme eu continuava a estudar e orar, sentia mais e mais o amor incondicional de Deus por mim, que era homossexual. Percebi que não importa quão pecador meu passado tivesse sido, Deus podia perdoar e purificar-me. O que eu precisava fazer era desenvolver um ódio pelo pecado e um amor pela verdade e pela justiça.

Foi-me dada a garantia em 1 Coríntios 6:9-11 que eu poderia ser curado de minha homossexualidade. Paulo fala deste pecado, entre outros, quando ele diz: “E tais fostes alguns de vós [pretérito], mas fostes lavados [tempo presente], mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus, [Como?] pelo Espírito do nosso Deus”.

Como eu continuei a minha auto-avaliação, eu vim a perceber mais e mais que eu tinha estado enganado em pensar que eu estava vivendo uma vida de liberdade, quando na realidade eu estava em uma terrível escravidão. O que eu precisava desesperadamente, não era a liberdade da lei de Deus, mas a liberdade da escravidão do pecado: a minha perversão sexual viciante. Essa liberdade se tornou possível graças à habilitação da graça de Deus, que pode trazer “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:5). Agradeço a Deus por Sua maravilhosa graça, que restaurou um pecador como eu para a família de Deus e fez de mim um membro produtivo trabalhando em Sua causa.

Talvez o maior desafio de começar uma nova vida, fosse convencer meus companheiros crentes adventistas que, pela graça de Deus eu já não era um homossexual. Minha atitude e orientação sexual tinham mudado. Como era angustiante para mim ouvir ministros e leigos desacreditarem a minha experiência de conversão, dizendo: “Claro, eu acredito na vitória sobre o pecado. Mas as pessoas nunca deixam de ser gay! Nunca ninguém que saiu do estilo de vida gay, permaneceu em linha reta por mais de dois anos! Cuidado com ele e mantenha suas crianças longe dele”. Tais críticas revelam uma falta de fé no poder de Deus para perdoar e purificar os pecadores penitentes de todas as práticas pecaminosas, inclusive a homossexualidade.

Questionando a Alma

Os comentários sarcásticos que muitas vezes ouvi de outros crentes, me levaram a questionar a minha alma e a freqüentemente me perguntar: “Teriam os meus sentimentos e emoções em relação aos homens milagrosamente mudado devido a minha conversão? Será que eu realmente experimentei uma mudança radical de atitude, uma mudança psicológica na minha orientação sexual? Ou, ainda tenho a mesma orientação sexual?

Estas questões são de extrema importância para aqueles que estão sinceramente buscando a libertação do pecado de qualquer natureza que nos assedia. Elas merecem uma explicação definitiva. Mas a resposta nem sempre é fácil de encontrar, especialmente quando alguém, como eu, passou por uma experiência traumática. Eu terminei o meu relacionamento com o homem que eu amava profundamente. Meus sentimentos e emoções em relação a ele, não tinham mudado, mas a minha atitude para com o Homem Jesus Cristo e os ensinamentos da Palavra de Deus tinham mudado radicalmente.

A luta de uma Nova Vida

Estando diante de uma escolha entre o meu amante e o homem Jesus, eu decidi seguir o meu Salvador, independentemente das consequências. Como as palavras do hino popular, para mim, tornou-se uma questão de “confiar e obedecer.” Comecei a confiar no meu Criador, sabendo que o “Pai realmente sabe o que é melhor.” E nessa confiança cada vez maior, comecei a obedecê-lo, apesar dos meus sentimentos e emoções, sabendo que Sua vontade para mim era para minha própria felicidade presente e eterna.

Eu aceitei a verdade bíblica de que “o justo viverá pela fé”, não por sentimentos e emoções. Na prática deste princípio bíblico, descobri que os sentimentos e emoções corretos não surgem de imediato. Eles chegam aos poucos, aprendi a aceitar pela fé a vontade do meu Criador para minha vida. Se eu tivesse esperado até conseguir uma vitória sobre minhas inclinações pecaminosas antes de confiar e obedecer a Cristo, então eu já não precisaria de um Salvador!

Como homossexual, eu precisava ser salvo dos meus pecados, exatamente como um cônjuge infiel, um ladrão, um assassino, ou um mentiroso precisa ser salvo dos seus pecados. A salvação do pecado não é uma conquista humana, mas uma provisão da graça divina. É um trabalho de terapia, reprogramação e redirecionamento divinos.

Deixando para trás o amor da minha vida pecaminosa, entrei em meu novo mundo como um indefeso bebê, recém-nascido. Como uma criança começa sua vida com tendências hereditárias para o mal, eu comecei a minha nova vida com todas as tendências que eu havia cultivado durante a minha vida anterior. Mas, confiando em Deus, meu Pai e Cristo, meu Salvador, eu renunciei a minha homossexualidade e me submeti as diretivas divina e comunhão buscada dentro da família de Deus.

Um princípio importante que eu aprendi foi a “proteger o meu novo ambiente.” As tendências herdadas e cultivadas para o mal são como um leão faminto procurando a quem possa tragar. Essa “besta” deve morrer de fome, enquanto o Cordeiro de Deus, deve ser alimentado e cultivado. O mal deve ser substituído com o bem. Os sentimentos e emoções pervertidos podem ser gradualmente substituídos por sentimentos e emoções corretos quando seguimos as instruções estabelecidas para nós, no “Manual do Operador” dado pelo Criador da sexualidade.

A nova luta que enfrentei quando eu decidi virar as costas a tudo e todos que eu tinha conhecido, me fez lembrar da luta que enfrentei quando fugi de Deus no início da minha vida. Eu tive que me separar totalmente da cena e estilo de vida gay, fugindo deles para minha própria vida, como que fugindo das condenadas Sodoma e Gomorra.

Eu comecei uma nova vida rodeando-me de tudo o que eu sabia ser certo para mim. E não era necessariamente tudo que eu queria ao meu redor! Mas, nenhum cristão pode se dar ao luxo de depender do que o faz se sentir bem. Nem eu poderia! A mente espiritual é para governar e trazer em sujeição a concupiscência da carne.

Guardando as Avenidas da Minha Mente

Eu aprendi a importância de guardar bem as vias para a minha mente, ao não me colocar no caminho da tentação. Isto implica ser cuidadoso em relação ao que eu vejo, ao que leio e ao que eu ouço. Isto requer uma determinação diária para não dar a Satanás uma vantagem sobre mim. Como o apóstolo Paulo, também eu, devo “morrer diariamente” (1 Coríntios 15:21), “subjugando o meu corpo, e o reduzindo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado” (1 Coríntios. 9:27 ).

E quando Satanás plantar estes pensamentos e desejos impuros no coração, (e ele o faz), Deus permite que Sua graça seja suficiente para a minha luta contra a homossexualidade. Sua graça permite-me, como Paulo coloca, a trazer “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Coríntios. 10:5). Eu pratico usando o meu poder de escolha para “virar a página” e “mudar de assunto”. Deus me ajuda a fazer isso, quando eu coloco a minha vontade em Suas mãos.

A injunção bíblica de “Sujeitai-vos pois, a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7), tornou-se muito significativa para mim. Quando tentado, repito as palavras de Filipenses 4:8: “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

Outro princípio que eu aprendi a colocar em prática é aceitar com gratidão o dom de uma companheira que me foi dispensada por Deus. No Jardim do Éden, Deus criou uma mulher, não um homem, como uma companheira para Adão. Em Sua infinita sabedoria e amor Deus deu ao homem o dom de uma mulher para estar ao lado dele. Não havia alternativa melhor. Deus não cometeu nenhum erro. Ele sabia o que estava fazendo quando Ele criou uma parceira para o homem.

Deus fez um grande esforço para proporcionar ao homem o dom maravilhoso de uma mulher. Alguns dos homens têm torcido o nariz a este dom, “deixando o uso natural da mulher, se inflamando em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro” (Rm 1:27). Eu era um deles. Será que Deus deixou de me amar? Não! Claro que não! Ele continuou a me amar embora eu tenha escolhido usar a minha sexualidade para amar um homem, em vez de uma mulher. É com grande desapontamento que o Criador vê os homens perverterem o destino de sua sexualidade.

Não é pecado uma pessoa viver sem o dom de um parceiro conjugal. Por diversos motivos muitas pessoas acabam vivendo suas vidas sem os prazeres do casamento. Também é errado para as pessoas entregarem-se a um comportamento sexual fora do casamento. E é errado para nós, homens, pervertermos o dom da nossa sexualidade, que foi projetado para uma função procriativa e relacional. É igualmente errado para uma mulher cobiçar e desejar outra mulher a quem Deus criou para o homem. Levou tempo para eu aprender a ser grato a Deus pelo que Ele tem provido para o meu melhor interesse.
Superando a Homossexualidade

O segredo para vencer o pecado da homossexualidade, ou de qualquer outro pecado que nos assedia, encontra-se em ajudar alguém a superar o pecado. Essa premissa é baseada no princípio bíblico de felicidade: A verdadeira felicidade vem em ajudar alguém a ser feliz: Jesus em primeiro lugar, os outros em segundo, você por último.

José, longe de casa na terra de seu cativeiro, nunca se esqueceu deste princípio. “Como posso eu cometer este grande mal e pecar contra Deus?” , ele gritou quando ele fugiu da tentação da esposa de Potifar. Sua preocupação não era “o medo do castigo”, nem era “a esperança de recompensa.” Não, sua fidelidade na obediência resultou em desgraça e confinamento em um calabouço. A preocupação de José era uma total obediência a vontade e a honra do seu Deus, independentemente das consequências. Ele também amou e honrou seu mestre Potifar, pondo os interesses do seu senhor acima dos seus.

Todo o exército celestial estão centrados sobre a felicidade e bem-estar dos outros, incluindo eu e você. Exceto o homem pecador, todos os seres não caídos vivem para o benefício do resto da criação. Este princípio tem sido de grande valia no processo de recondicionar a mim mesmo do meu antigo estilo de vida homossexual. Ajudou-me a abandonar a velha prática da auto-satisfação, buscando o cumprimento dentro do domínio sagrado do casamento.

Ao praticar estes e outros princípios bíblicos, tornei-me totalmente à vontade na minha nova vida como heterossexual. O pensamento de voltar a minha antiga vida tornou-se estranho e repugnante para mim. Submeter-me ao recondicionamento e terapia divina tem realmente resultado em uma nova criação. E Eu me regozijo nas palavras de Paulo sobre a minha nova vida em Cristo: “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17 ).

Por que os cristãos devem duvidar de que essa promessa possa ser verdade para o homossexual, bem como para qualquer outra pessoa? Minha nova e vitoriosa vida heterossexual é um testemunho do poder de Deus para salvar as pessoas da profundidade de seus pecados. E eu O louvo todos os dias por demonstrar o poder da Sua graça em perdoar, limpar e renovar a minha vida.

Pela limpeza e renovação de minha vida, o Salvador encomendou-me com as mesmas palavras que Ele falou ao endemoninhado limpo em Marcos 5:19, “Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes o quanto o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti”. Assim, eu gosto de contar a história através da palavra falada e de minha autobiografia publicada, de como o Senhor me resgatou das profundezas da degradação, para uma nova vida de serviço para Ele.

Essa história de minha peregrinação da escravidão para a liberdade, é projetada para incentivar não só os homossexuais em busca de libertação divina, mas também alguém lutando com o assedio de pecados de qualquer natureza. Neste testemunho eu compartilho os princípios bíblicos que me ajudaram a ganhar a vitória sobre a homossexualidade e agora a me sustentar na heterossexualidade.

Para encerrar eu gostaria de testemunhar que minha vida não foi alterada por meio do raciocínio humano, lógica, filosofia e aconselhamento, mas através da Palavra de Deus e da graça salvadora de Jesus Cristo. Por Sua graça, este pródigo filho homossexual foi libertado de seu pecado e redirecionado para uma vida produtiva e frutífera , para um novo tipo de serviço como um adventista do sétimo dia e ministro do evangelho. Estou alegremente casado e com filhos.

Eu louvo ao Senhor por Sua compaixão, piedade e maravilhoso poder me salvando da minha vida de pecados! Para aqueles que acreditam que os homossexuais nunca mudam, eu posso dizer: “Sim, eles podem mudar ! O poder transformador e a graça de Deus pode torná-los inteiros. Isto é o que Ele fez por mim.”

Texto extraído da newsletter Endtime Issues No. 57, do já falecido Samuele Bacchiocchi, Ph. D. Professor aposentado de Teologia da Universidade Andrews, publicado em seu site Biblical Perspectives. Crédito da tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

NESTES DIAS MORRERAM JOHN STOTT E AMY WINEHOUSE.

Stott morreu aos 90 anos.


Amy morreu aos 27 anos.


Stott morreu de complicações decorrentes da idade.


Amy morreu de “causas desconhecidas”, mas, ao que tudo indica ocasionada por uma overdose.


Stott morreu em casa ouvindo “O Messias” de Handel e cercado por amigos que se revezavam na leitura de textos bíblicos.


Amy morreu em casa. Sozinha.


Stott escreveu dezenas de livros de conteúdo cristão que se tornaram luzeiros para a fé de milhões de cristãos em todo o mundo. Obras como “Crêr é também pensar”, “A cruz de Cristo”, "Ouça o Espírito, ouça o Mundo" e diversas outras obras. Ao lado de Billy Graham fundou o Movimento Internacional de Evangelização Mundial Lausanne. Dedicou sua vida ao treinamento e ao ensino de milhões de líderes nas regiões mais carentes de treinamento teológico do mundo, dentre elas, a América-Latina.


Amy se tornou conhecida por sua melodiosa voz que cantava letras que evocavam tristeza, desespero e solidão. Ela enterrou o seu próprio coração em uma das suas canções.


Stott sempre será lembrado por sua simplicidade, humildade e dedicação em defesa da causa do Evangelho.


Amy sempre será lembrada por suas performances de embriaguez e seus usos de drogas. Por sua aparência cada vez mais frágil diante da luta perdida contra o vício.


Em todo o mundo, apenas os cristãos protestantes lamentaram a morte de Stott. Não foi noticiado por nenhuma grande rede de TV. Nenhum jornal ou revista da chamada “mídia secular” escreveu nem mesmo uma nota sobre a sua morte. Mas, sua vida está escrita na memória e no coração de milhões.


Em todo o mundo, a morte de Amy foi noticiada exaustivamente. TV, rádio, jornais e revistas dedicaram páginas e páginas, horas e horas de cobertura a morte “prematura” daquela jovem "tão promissora" que seguia o exemplo de tantos outros antes dela.


John Stott foi pranteado com esperança por aqueles que eram seus amigos e compartilhavam sua fé em que a morte é apenas o início de uma abundante e plena vida ao lado de Cristo na eternidade.


Amy foi pranteada por milhões de fãs e amigos, conhecidos e desconhecidos, e principalmente, por seu pai e sua mãe, que não cansavam de repetir: “Nos últimos dias, ela estava bem”. Seu pranto era pela perda. E apenas isso. Talvez muitos deles pensem que a morte “é o fim”. Amy agora sabe que não é.


Stott morreu numa casa simples, num acampamento pra idosos, propriedade da Igreja Anglicana.


Amy morreu numa bela mansão em um bairro nobre de Londres.


Stott não deve ter deixado muito de herança material. Mas, sua herança espiritual é inestimável.


Amy deixou milhões de dólares, cuja parte o pai reverterá para ajudar no tratamento de pessoas vítimas do álcool e das drogas. Talvez seja uma forma “de dar sentido a tudo isso”.


Stott sempre estava sorrindo.
Amy parecia não ter motivos para ser feliz.


Parece que para o mundo, a morte de Stott não fez nenhuma diferença.
Mas, é notório que para o mundo, a morte de Amy foi uma perda inestimável.


Stott morreu crendo na suficiência única e exclusiva do sacrifício de Cristo para ofertar graciosamente ao homem a salvação.


Amy...não sei no que ela cria. Mas, por sua vida, pode-se afirmar (supor) que não havia experimentado uma nova vida em Cristo. Nele há esperança. Nele há alegria. Nele há sentido para quem somos e o que fazemos com nossa existência.


Stott morreu e (cremos) foi para o céu.


... “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”


Vanessa Karla.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

“NÓS EDUCAMOS OS FILHOS PARA QUE ELES USEM DROGAS”

Uma pergunta que nunca sai – ou ao menos nunca deveria sair – da cabeça de pais e professores é “como educar as crianças de verdade?”. Autor de livros como “Adolescentes: quem ama educa!” e “Disciplina: Limite na Medida Certa” (ambos da Editora Integrare), o psiquiatra Içami Tiba responde esta e outras questões relacionadas à educação em seu novo livro, “Pais e Educadores de Alta Performance” (Editora Integrare).
Com 43 anos de experiência em consultório, Içami alerta os pais para os perigos da cultura do prazer. “Nós educamos os filhos para que eles usem drogas”, comenta, avaliando a atitude de pais que oferecem tudo sem exigir responsabilidade em troca. Para ele, a família é a principal responsável pela formação dos valores e não deve jogar esse papel para a escola. Mas as escolas, por terem um programa educacional organizado, podem guiar os pais. Leia a entrevista com o autor.
iG: Qual a responsabilidade dos pais e qual a dos educadores na educação das crianças? 
Içami Tiba: A família continua sendo a principal responsável pela educação de valores, mas é importante que haja uma parceria na educação pedagógica. As crianças viraram batatas quentes: os pais as jogam na mão dos professores, os professores devolvem. Pais precisam ser parceiros dos professores. Quem tem que liderar a parceria, no começo, é a escola, pois tem um programa mais organizado. Com a parceria, ambos ficam fortes. Os pais ficam mais fortes quando orientados pela escola.
iG: O que é mais importante na educação de uma criança?
Içami Tiba: É exigir que ela faça o que é necessário. Os pais dão tudo e depois castigam os filhos porque estes fazem coisas erradas. Mas não é culpa dos filhos. Afinal, eles não querem estudar porque estudar é uma coisa chata, mas alguma vez ele fez algo que é chato em casa? No final, a criança estica na escola aquilo que aprendeu em casa. A educação é um projeto de formar uma pessoa com independência financeira, autonomia comportamental e responsabilidade social.
iG: Como os pais podem educar bem seus filhos? Qual o segredo?
Içami Tiba: Um pai de verdade é aquele que aplica em casa a cidadania familiar. Ou seja, ninguém em casa pode fazer aquilo que não se pode fazer na sociedade. Os pais devem começar a fazer em casa o que se faz fora dela. E, para aprender, as crianças precisam fazer, não adianta só ouvir. Elas estão cansadas de ouvir. Muitas vezes nem prestam atenção na hora da bronca, não há educação nesse momento. É preciso impor a obrigação de que o filho faça, isso cria a noção de que ele tem que participar da vida comunitária chamada família.
iG: No livro, o senhor comenta que uma das frases mais prejudiciais para se falar para um adolescente é o “faça o que te dá prazer”. Por quê?
Içami Tiba: O problema é que essa frase passa apenas o critério de prazer e não o de responsabilidade. Nós queremos que nossos filhos tenham prazer sem responsabilidade. Por isso eles são irresponsáveis na busca deste prazer. E o que é uma droga, senão uma maneira fácil de se ganhar prazer? A pessoa não precisa fazer nada, apenas ingeri-la. Nós educamos os filhos para que eles usem drogas. Se ele tiver que preservar a saúde dele, pensa duas vezes.
iG: Por que você acha que alguns pais não ensinam os filhos a ter responsabilidade?
Içami Tiba: Não ensinam porque não aprenderam. Estes pais querem ser amigos dos filhos e isso não faz sentido. Provedor não é amigo.
iG: Por que o pai não pode ser só amigo ou só provedor?
Içami Tiba: Não pode ser amigo porque pai não é uma função que se escolhe, e amigos você pode escolher. O filho é filho do pai e tem que honrar os compromissos estabelecidos com ele. Um filho não pode trocar de pai assim como troca de amigo, por exemplo. Por outro lado, o pai que é unicamente provedor, como eram os de antigamente, também não dá uma educação saudável ao filho, afinal ele apenas dá e não cobra. Pai não pode dar tudo e não controlar a vida do filho. Quando digo controle, quero dizer que o pai deve fazer com que o filho corresponda às expectativas, que o filho faça o que precisa ser feito. Um filho não pode deixar de escovar os dentes ou de estudar e o pai não pode deixar isso passar.
iG: Como a meritocracia pode ajudar na criação?
Içami Tiba: O mundo é meritocrata, os pais se esqueceram disso. Ganha-se destaque por alguma coisa que a pessoa fez; se não mereceu, logo o destaque se perde. Dar a mesma coisa para o filho que acertou e para o que errou não é bom para nenhum dos dois. É preciso ser justo. Os pais precisam aprender a educar, não dá para continuar achando que apenas porque são bonzinhos vão ser bons pais. Não adianta muito um cirurgião apenas amar seu paciente; para fazer uma boa cirurgia é preciso ter técnica. É a mesma coisa com os pais.
iG: Amor e educação combinam com disciplina?
Içami Tiba: Disciplina é a coisa que mais combina com a educação. É uma competência que você desenvolve para atingir o objetivo que quer. Se você ama alguém, tem que ter disciplina.Os pais precisam fazer com que os filhos entendam que eles têm que cumprir sua parte para usufruir o amor. Os pais precisam exigir.
iG: Como exigir sem agressividade?
Içami Tiba: O exigir é muito mais acompanhar os limites, aquilo que o filho é capaz de fazer. Não dá para exigir que ele vá pendurar roupas no armário se ele não pode arrumar uma gaveta. Por outro lado, os pais não podem fazer pelos filhos o que eles são capazes de fazer sozinhos. A partir daí, quando se cria uma segurança, a exigência começa a fazer parte da convivência. Essa exigência é boa. O pai não pode sustentar e não receber um retorno. É como se ele comprasse uma mercadoria e não a recebesse.
Uma pergunta que nunca sai – ou ao menos nunca deveria sair – da cabeça de pais e professores é “como educar as crianças de verdade?”. Autor de livros como “Adolescentes: quem ama educa!” e “Disciplina: Limite na Medida Certa” (ambos da Editora Integrare), o psiquiatra Içami Tiba responde esta e outras questões relacionadas à educação em seu novo livro, “Pais e Educadores de Alta Performance” (Editora Integrare).
Com 43 anos de experiência em consultório, Içami alerta os pais para os perigos da cultura do prazer. “Nós educamos os filhos para que eles usem drogas”, comenta, avaliando a atitude de pais que oferecem tudo sem exigir responsabilidade em troca. Para ele, a família é a principal responsável pela formação dos valores e não deve jogar esse papel para a escola. Mas as escolas, por terem um programa educacional organizado, podem guiar os pais. Leia a entrevista com o autor.
iG: Qual a responsabilidade dos pais e qual a dos educadores na educação das crianças? 
Içami Tiba: A família continua sendo a principal responsável pela educação de valores, mas é importante que haja uma parceria na educação pedagógica. As crianças viraram batatas quentes: os pais as jogam na mão dos professores, os professores devolvem. Pais precisam ser parceiros dos professores. Quem tem que liderar a parceria, no começo, é a escola, pois tem um programa mais organizado. Com a parceria, ambos ficam fortes. Os pais ficam mais fortes quando orientados pela escola.
iG: O que é mais importante na educação de uma criança?
Içami Tiba: É exigir que ela faça o que é necessário. Os pais dão tudo e depois castigam os filhos porque estes fazem coisas erradas. Mas não é culpa dos filhos. Afinal, eles não querem estudar porque estudar é uma coisa chata, mas alguma vez ele fez algo que é chato em casa? No final, a criança estica na escola aquilo que aprendeu em casa. A educação é um projeto de formar uma pessoa com independência financeira, autonomia comportamental e responsabilidade social.
iG: Como os pais podem educar bem seus filhos? Qual o segredo?
Içami Tiba: Um pai de verdade é aquele que aplica em casa a cidadania familiar. Ou seja, ninguém em casa pode fazer aquilo que não se pode fazer na sociedade. Os pais devem começar a fazer em casa o que se faz fora dela. E, para aprender, as crianças precisam fazer, não adianta só ouvir. Elas estão cansadas de ouvir. Muitas vezes nem prestam atenção na hora da bronca, não há educação nesse momento. É preciso impor a obrigação de que o filho faça, isso cria a noção de que ele tem que participar da vida comunitária chamada família.
iG: No livro, o senhor comenta que uma das frases mais prejudiciais para se falar para um adolescente é o “faça o que te dá prazer”. Por quê?
Içami Tiba: O problema é que essa frase passa apenas o critério de prazer e não o de responsabilidade. Nós queremos que nossos filhos tenham prazer sem responsabilidade. Por isso eles são irresponsáveis na busca deste prazer. E o que é uma droga, senão uma maneira fácil de se ganhar prazer? A pessoa não precisa fazer nada, apenas ingeri-la. Nós educamos os filhos para que eles usem drogas. Se ele tiver que preservar a saúde dele, pensa duas vezes.
iG: Por que você acha que alguns pais não ensinam os filhos a ter responsabilidade?
Içami Tiba: Não ensinam porque não aprenderam. Estes pais querem ser amigos dos filhos e isso não faz sentido. Provedor não é amigo.
iG: Por que o pai não pode ser só amigo ou só provedor?
Içami Tiba: Não pode ser amigo porque pai não é uma função que se escolhe, e amigos você pode escolher. O filho é filho do pai e tem que honrar os compromissos estabelecidos com ele. Um filho não pode trocar de pai assim como troca de amigo, por exemplo. Por outro lado, o pai que é unicamente provedor, como eram os de antigamente, também não dá uma educação saudável ao filho, afinal ele apenas dá e não cobra. Pai não pode dar tudo e não controlar a vida do filho. Quando digo controle, quero dizer que o pai deve fazer com que o filho corresponda às expectativas, que o filho faça o que precisa ser feito. Um filho não pode deixar de escovar os dentes ou de estudar e o pai não pode deixar isso passar.
iG: Como a meritocracia pode ajudar na criação?
Içami Tiba: O mundo é meritocrata, os pais se esqueceram disso. Ganha-se destaque por alguma coisa que a pessoa fez; se não mereceu, logo o destaque se perde. Dar a mesma coisa para o filho que acertou e para o que errou não é bom para nenhum dos dois. É preciso ser justo. Os pais precisam aprender a educar, não dá para continuar achando que apenas porque são bonzinhos vão ser bons pais. Não adianta muito um cirurgião apenas amar seu paciente; para fazer uma boa cirurgia é preciso ter técnica. É a mesma coisa com os pais.
iG: Amor e educação combinam com disciplina?
Içami Tiba: Disciplina é a coisa que mais combina com a educação. É uma competência que você desenvolve para atingir o objetivo que quer. Se você ama alguém, tem que ter disciplina.Os pais precisam fazer com que os filhos entendam que eles têm que cumprir sua parte para usufruir o amor. Os pais precisam exigir.
iG: Como exigir sem agressividade?
Içami Tiba: O exigir é muito mais acompanhar os limites, aquilo que o filho é capaz de fazer. Não dá para exigir que ele vá pendurar roupas no armário se ele não pode arrumar uma gaveta. Por outro lado, os pais não podem fazer pelos filhos o que eles são capazes de fazer sozinhos. A partir daí, quando se cria uma segurança, a exigência começa a fazer parte da convivência. Essa exigência é boa. O pai não pode sustentar e não receber um retorno. É como se ele comprasse uma mercadoria e não a recebesse.

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