This is default featured slide 1 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured slide 2 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured slide 3 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured slide 4 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured slide 5 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

Mostrando postagens com marcador Vocação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vocação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de maio de 2014

MINISTÉRIO PASTORAL FEMININO

Por Russel Shedd
Ordenar mulheres como pastoras cria, no coração de muitos cristãos, uma reação negativa. A controvérsia sobre a vontade de Deus ser favorável à elevação de mulheres para exercer o pastorado sobre uma igreja local, que é antiga, tornou-se mais acirrada ultimamente, por causa da decisão da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB) de receber pastoras como membros. A maioria apoiou a liberdade das distintas seções da entidade de aceitar ou não, no seu rol de membros, mulheres ordenadas. Como existem mulheres batistas ordenadas por algumas igrejas, parecia natural que fossem incluídas no rol de membros da OPBB, juntamente com seus companheiros de púlpito do sexo masculino. A polêmica que se levantou entre os pastores nos dois lados da questão, infelizmente, nem sempre foi discutida de modo amável e respeitoso. Ficou claro, desde logo, que a decisão tomada pela OPBB dividiu os representantes da denominação.
Independente de se tomar ou não partido, é preciso lançar um pouco de luz sobre o ministério feminino, segundo a cultura e a Bíblia Sagrada. A influência da sociedade e da cultura sobre a Igreja de Jesus Cristo tem sido notável e constante desde o primeiro século, e o Cristianismo tem lutado, desde então, para manter sua essência. Ora, a identidade da Igreja não pode ser mantida apenas repetindo-se as práticas e tradições dos nossos antepassados. No caso específico do ministério feminino, a cultura brasileira segue a passos largos as mudanças do mundo ocidental, de maneira que a ordenação de mulheres ao pastorado parece tão natural como foi a eleição de uma mulher para a Presidência do país. Hoje, o gênero feminino de destaca em todas as áreas – mulheres sobressaem na vida acadêmica, seguem carreiras de sucesso, destacam-se nas funções públicas, fundam e administram empresas. Enfim, elas são tão inteligentes como os homens. Por isso, várias denominações aceitam a ordenação feminina e colocam mulheres em pé de igualdade com os irmãos pastores.
Mas, vamos às Escritura. A criação do ser humano revela o plano de Deus de formar o homem à sua imagem. A criação da mulher, a partir da carne e do osso do homem para ser auxiliadora do marido, fica clara no texto bíblico, em Gênesis 2.21-24. Todavia, o plano do Senhor na criação do gênero feminino a partir do homem, para que ambos vivessem na mais perfeita harmonia e se multiplicassem para encher a terra, foi contrariado com a queda. Assim o apóstolo Paulo trata da questão, conforme registrado em I Timóteo 2.11-15: “A mulher deve aprender em silêncio, com toda a sujeição. Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem (...) Porque primeiro foi formado Adão, e depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a ,mulher que, tendo sido enganada, tornou-se transgressora”. Ora, Adão estava plenamente consciente da desobediência que cometia. Por isso, ele, e não Eva, é culpado pelo pecado original que tem infectado tosos os seus descendentes até hoje.
Porém, Jesus cumpre o papel de segundo Adão, redimindo a criação. “Assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens” (Romanos 5.18). Neste ato, mais uma vez fica claro a posição masculina: Jesus, o eterno Filho, se encarnou em corpo de homem, e não de mulher, para confirmar o ensino, presente em toda a Bíblia, de que a responsabilidade final é do homem.
GOVERNO MASCULINO
Este tem sido o entendimento ao longo dos séculos. Desde o início, a cristandade sempre manteve a responsabilidade e liderança do homem como princípio fundamental. A identidade da Igreja se baseia na concepção de o povo de Deus ser edificado sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, conforme o mesmo Paulo escreve aos efésios. Se Jesus tivesse escolhido uma “apóstola” para estabelecer e manter a estrutura da Igreja que ele edificava, não haveria qualquer controvérsia. Da mesma forma, se uma mulher tivesse sido escolhida para escrever um ou mais livros da Bíblia, toda a polêmica nas igrejas em torno da liderança feminina simplesmente não existiria. Mas não foi isso que aconteceu.
Ao escrever sua carta a Timóteo sobre a liderança da igreja, Paulo diz: “Se alguém deseja ser bispo (isto é, supervisor), é necessário que ele seja irrepreensível, marido de uma só mulher. Deve governar bem sua própria família, tendo os filhos sujeitos a ele, com toda a dignidade. Pois se alguém não sabe governar sua própria família, como pode cuidar da igreja de Deus?” (I Timóteo 3.1-5). Segundo a Bíblia, o governo da casa cabe ao pai. O papel da esposa e mãe é ensinar os filhos a se submeter à liderança do pai “no Senhor”. Em outras passagens do Novo Testamento, temos referências a presbíteros. Paulo também escreveu a Timóteo dizendo que estes oficiais, quando lideram bem a igreja, são dignos de dupla honra, especialmente aqueles cujo trabalho é a pregação e o ensino.
Por outro lado, não há qualquer sugestão, no Novo Testamento, de que mulheres ocuparam posição de liderança nos tempos bíblicos. “Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas” recomenda o texto de Hebreus 13.17. Paulo desenvolve seu entendimento sob5e a sujeição da mulher e a liderança do homem no lar e na igreja na hierarquia da Trindade. “Quero, porém, que entendam que a cabeça do todo homem é Cristo, e o cabeça da mulher é o homem, e o cabeça de Cristo é Deus” (I Coríntios 11.3). Ainda que alguns estudiosos tentem convencer aos sues leitores de que a palavra “cabeça”, neste texto, deve ser entendido como “fonte” ou “origem”, tal argumento não subsiste a uma análise mais criteriosa. Se a conotação de “cabeça” fosse essa, seria possível declarar que a origem de Cristo é Deus – contudo, João declara, em seu evangelho, que o Logos (o Verbo) estava no princípio com Deus e que, de fato, era Deus.
A subordinação da mulher casada encontra seu mais importante papel na administração do lar, e não competindo com o homem desenvolvendo sua carreira no mundo, de acordo com Paulo. “A mulher será salva dando à luz filhos – se elas permanecerem na fé, no amor e na santidade, com bom senso” (I Timóteo 2.15). A psicóloga e professora Ilma Cunha desenvolve o tema da mulher no lar em seu livro intitulado “O Lar: Refúgio ou campo de batalha” (Gospel). Ela vê com clareza que a instabilidade dos lares e o número crescente de divórcios têm suas raízes na busca da mulher pelo significado da vida numa carreira fora do lar.
VOCAÇÃO PARA O SERVIÇO
É claro que as mulheres têm papel destacado no Reino de Deus e por, conseguinte, na Igreja, e isso deve ser reconhecido e valorizado. Elas, assim como os homens, recebem dons, ou carismas, e são encorajadas a exercê-los, mas sempre em subordinação à sua cabeça, seja o marido ou o pai. De fato, diante de Deus a mulher não é de maneira alguma inferior, em inteligência ou capacitação, ao homem. Tantpo é assim que inúmeras obreiras do Senhor têm deixado invejável legado. A coragem e a disposição da mulher cristã de sofrer pela causa do Reino são evidentes – inclusive, quando os homens careciam de interesse e compromisso para se arriscar nos lugares remotos, muitas vezes em meio a povos hostis. A história de Sofia Miller, por exemplo, demonstra esta verdade. Mulher frágil fisicamente, de baixa estatura, ela era, contudo, de grande fé e persistência. Sofia alcançou incontáveis indígenas no sul da Colômbia e n Amazônia. O livro da professora Ruth Tucker “Missões: até os confins da Terra (Shedd Publicações) relata um grande número de casos de heroína corajosas, talentosas e úteis na implantação da Igreja de Cristo em remotos cantos da Terra. Foi assim com Amy Carmichael na Índia; Lottie Moon, Rosalina Goforth e Gladyz Aylward na China; Betty Olson, mártir no Vietnã; Mary Slessor, da Missão Calabar (Nigéria); e Helena Roseveare no Congo.
Entre as brasileiras, Analzira Nascimento e Valnice Milhomens foram duas servas de Deus que marcaram a história do Evangelho em Angola. Já Ana Marai Costa fundou a Associação Missionária para a Difusão do Evangelho; Lídia Menezes de Almeida fundou o Instituto Betel Brasileiro, em João Pessoa (PB), com fé e intrepidez – entidade da qual existem filiais em várias cidades do Brasil. E há excelentes professoras de Bíblia como Kay Arthur, Joyce Clayton e Bárbara Burns, entre outras. Em nossos igrejas, todos nós testemunhamos a eficiência e a vocação do gênero feminino para o serviço do Senhor e dos santos. Porém, o ministério pastoral feminino não encontra base bíblica evidente. E as exceções apenas mostram que Deus abençoa, de modo especial, as mulheres que ocupam os campos que os homens se recusam adentrar para tomar a liderança que o Senhor ordenou para eles.
Dr. Russel Shedd é pastor batista, doutor em Teologia, possui pós-doutorado em Novo Testamento. Conferencista e escritor, é missionário da Missão Batista Conservadora no Sul do Brasil e presidente emérito de Edições Vida Nova.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

DE PROFISSÃO À VOCAÇÃO

por  Rev. Ricardo Barbosa de Souza



Alguns dias atrás, ouvi um pastor afirmar, até com certo orgulho, que atendia uma média de 30 pessoas por dia em seu gabinete pastoral. A princípio, aquela afirmação me deixou pasmo. Nunca tinha ouvido falar de alguém que tivesse conseguido tal façanha.

Considerando que este pastor trabalha ininterruptamente (sem parar para almoço, água, cafézinho, banheiro etc.) das 8 da manhã às 6 da tarde, ou seja, 10 horas, ele disporia apenas de 20 minutos para cada pessoa, isso sem contar o tempo que se perde entre a saída de um e a entrada de outro.

Vinte minutos para ouvir os dilemas da alma e do coração, aconselhar, orientar e orar com cada um. De duas uma: ou há um certo exagero nos números, comum das estatísticas dos pastores no Brasil, ou o significado da vocação pastoral foi completamente perdido.

Não pretendo, aqui, analisar este fato específico mas, fazer algumas considerações em torno da figura do pastor no mundo moderno. As mudanças pelas quais o mundo vem passando são profundas e rápidas e, inegavelmente, afetam tanto a igreja como o sacerdócio.

A Igreja moderna transformou-se num negócio, numa empresa, e o pastor num executivo que luta para manter-se no mercado. Esta é, talvez, uma das mudanças mais significativas e sérias que estamos atravessando.

Somos agora executivos eclesiásticos, circulando com agendas eletrônicas, telefones celulares, secretárias, auxiliares e assistentes, para atender a um volume cada vez maior de reuniões, entrevistas, conferências, aconselhamentos, etc. Ser ocupado, tornou-se um símbolo de "status" e sucesso tanto no mundo secular como no religioso. Ter uma agenda repleta de compromissos é sinal de competência; afinal, ninguém considera um médico competente, cuja sala de espera do consultório encontra-se absolutamente vazia, e ele, confortavelmente sentado em sua cadeira lendo uma boa revista. Para ser competente, precisa estar com a agenda dos próximos meses completamente cheia. Este sim é um bom profissional. Nesta busca por sucesso e "status" não temos mais tempo para construirmos amizades verdadeiras e profundas, nem tempo para caminharmos com nossos amigos no caminho do discipulado. Não temos tempo para ouvir as histórias dos velhos, os dramas dos mais novos e as crises da alma humana. Dispomos apenas de 20 minutos.

Vivemos hoje um processo de profissionalização do sacerdócio, o qual vem deixando de ser uma vocação para tornar-se numa profissão, e isto faz uma diferença tremenda nos resultados. Henri Nouwen em seu livro "Creative Ministry" apresenta três perigos ou armadilhas que estes líderes profissionais enfrentam.

O primeiro é o perigo do concretismo.

Trata-se da tendencia ou inclinação de ter como motivação principal os resultados objetivos e concretos decorrentes das ações do ministério.

Muitos líderes encontram-se frustrados porque os resultados que esperam nem sempre aparecem com rapidez e objetividade que gostariam.

O profissionalismo nos induz a avaliar o ministério por resultados mensuráveis. No entanto, o ministro da reconciliação que atua na promoção do encontro do homem com Deus, com o próximo e consigo mesmo, não pode avaliar seu ministério por resultados mensuráveis estatisticamente.

O segundo perigo é o do poder.

Líderes profissionais encontram-se constantemente diante do perigo de criarem pequenos reinos para eles mesmos. O profissional necessita ser reconhecido, admirado, aclamado.

Precisa sentir-se e preservar-se superior aos outros para mante-los cativos e dependentes. Geralmente o líder profissional é cercado de admiradores e não de discípulos, de dependentes emocionais e não de amigos. O poder impede que as pontes de amizade e comunhão sejam estabelecidas. O líder profissional que cai na armadilha do poder acaba tornando-se um anti ministro da reconciliação.

O terceiro perigo é o do orgulho.

O profissional reconhece que as mudanças precisam acontecer, empenha-se em converter as pessoas mas é tentado a pensar que ele próprio não precisa de conversão. Ao invez de reconhecer que é parte da comunidade que serve, veste a fantasia de "messias", intocável, sempre correto e justo.

A natureza da vocação é essencialmente relacional. Somos chamados para promover a reconciliação. Este chamado envolve mais do que a capacidade de execução de projetos de natureza religiosa ou conversas de 20 minutos; envolve a arte de penetrar nos lugares secretos da alma humana e trazer para dentro deles a presença divina, conduzi-los à experiência da oração e ao encontro com o Criador. Isto exige tempo. A profissionalização do ministério torna-nos desumanos, mais preocupados conosco e nosso sucesso do que com a vida e seus afetos.

Algum tempo atrás uma paroquiana abordou-me mais ou menos assim: "Sei que você é uma pessoa bastante ocupada, e que quase nunca tem tempo, mas gostaria de poder conversar um pouco". Talvez devesse ficar contente com este "elogio", mas, se não tenho mais tempo para conversar com as pessoas, se estou tão absorvido com meus "negócios" que já não disponho de tempo para o pastoreio, se minha agenda anda tão cheia a ponto de não poder sentar e ouvir um pouco as conversas sobre a vida, que tipo de pastor sou? Precisamos resgatar a natureza da vocação da igreja e do pastor. Não fomos chamados para o mercado, mas para a vida.

domingo, 1 de maio de 2011

CUMPRIR O CHAMADO DE DEUS: UM ATO DE AMOR, OBEDIÊNCIA E FÉ

Quando olhamos para a construção de uma frase como este título, parece-nos conter um erro de concordância, pois o verbo mais adequado para o “chamado” seria atender. No entanto, quando buscamos alguns sinônimos do verbo chamar encontramos o verbo “avocar”, que possui o mesmo radical da palavra vocação. No contexto geral, vocação é uma inclinação ou habilidade para algo, mas quando pensamos no contexto religioso, em especial o evangélico, muitos entendem como vocacionados por Deus, aqueles que foram chamados para uma obra específica que exige uma entrega radical ou um desprendimento total de outras funções “seculares”. Nesse caso, o melhor exemplo de pessoas chamadas por Deus seria o de pastores, missionários e outros ministros de dedicação exclusiva ao ministério. Deste modo, atender este chamado ou vocação Divina é algo penoso, mas a maioria pode ficar sossegada, pois este chamado não seria para todos.

Na verdade esta é uma forma equivocada de entender a vocação ou chamado de Deus. Ele tem chamado pessoas para um relacionamento que combina Amor, Obediência e Fé (não necessariamente nesta ordem).

O primeiro aspecto do chamado, que Ele quer que entendamos é o Seu grande amor por cada um de nós. Quando aceitamos o fato de que Ele nos ama e procuramos viver esse relacionamento de Amor com o Criador, nossas “esquisitices” deixam de existir. Atitudes como Baixa Auto-estima, falta de aceitação pessoal e outras coisas deste gênero deixam de existir, pois o Amor de Deus nos preenche completamente. Deus é amor!

João Batista Pregando no Deserto
 O segundo aspecto do chamado de Deus é a sua vontade soberana. Ele tem planos maravilhosos para todos os Seus filhos. Quer que atendamos o seu convite para servir-Lhe dentro do plano maravilhoso que Ele desenvolveu pessoalmente para cada um de nós. Esse chamado é seu e você não deve delegar a outro. Nesse sentido, você deve cumprir seu papel, sua vocação, seu chamado.

O terceiro aspecto do chamado de Deus é a confiança que precisamos ter nEle. A palavra fé vem do mesmo radical de fidelidade (por isso um dos aspectos do fruto do Espírito ora é traduzido por fé, ora por fidelidade) e fé está ligado a confiança plena, que é diferente de conhecimento pleno. Confie que cumprir o chamado de Deus é a melhor opção para sua vida. Qualquer outra é perda de tempo e motivo de dores e sofrimento.

Diga ao chamado de Deus para você: Eis-me aqui!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

PREPARE A IGREJA PARA O PRÓXIMO PASTOR

Por: Matt Schmucker*

Embora seja fácil desenvolver uma visão restrita no cumprimento das pressões diárias do ministério, os pastores devem sempre estar pensando nos dias futuros. Mas, até quão longe você deve pensar? Até ao tempo em que você tiver deixado a igreja, ou estiver morto, e, por conseqüência, a igreja tiver outro pastor.

A maneira como você pastoreia a sua igreja agora terá um impacto sério em determinar se a igreja continuará prosperando sob a direção de um novo pastor ou se ela murchará depois que você sair. Com isso em mente, aqui estão sete coisas que um pastor pode fazer para preparar bem sua igreja para o próximo pastor.

COMO PREPARAR SUA IGREJA PARA O PRÓXIMO PASTOR
1. Pregue a Palavra
Primeiramente, pregue a Palavra. “É claro!”, você diz. Mas o que pretendo dizer com isso é que você deve assegurar-se de que está criando em seu rebanho um amor pela Palavra de Deus. Você quer que sua igreja seja tão faminta das Escrituras, que não importa se é você ou se é outro homem que está pregando. Eles querem a Palavra! Seja um canal de pregação expositiva fiel e, assim, você preparará o caminho para o próximo pastor.
2. Deixe que outros preguem
Em segundo, deixe que outros preguem. Por fazer isso, você ensinará sutilmente à igreja que é a água (viva) que importa e não o vaso pelo qual ela flui.
3. Permita que outros liderem
Em terceiro, permita que outros liderem. Interrompa a dependência de você por demonstrar sua confiança em outros líderes da igreja. Deixe-os exercer liderança na oração, na leitura da Bíblia, nas reuniões e outras coisas mais. Se até agora você tem sido o homem que faz tudo, precisará de algum tempo para que esses outros líderes se acostumem com a nova situação. Portanto, seja perseverante com eles e veja como a igreja e os outros líderes crescem.
4. Reconheça o bom trabalho de outros
Em quarto, reconheça publicamente o bom trabalho de outros. Você já esteve numa igreja em que somente as realizações e o bom trabalho do pastor são reconhecidos? Isso exalta fortemente a posição do pastor e desenvolve um tipo de “super-sacerdócio” entre os membros da igreja. Em vez disso, reconheça freqüentemente, em público e em particular, o bom trabalho espiritual dos outros. Fazendo isso, você preparará melhor a sua igreja para a sua ausência.
5. Edifique as práticas da igreja em torno de princípios bíblicos e não de suas preferências pessoais
Em quinto, edifique as práticas da igreja em torno de princípios bíblicos e não de suas preferências pessoais. Quantas vezes já ouvi a declaração: “Nunca fazemos isso dessa maneira porque o pastor sempre quis...” Edificar as práticas de sua igreja em preferências pessoas, e não nos princípios bíblicos, edifica a igreja ao redor de você e não de Deus. Se você edifica sua igreja nos princípios bíblicos, o próximo pastor pode vir e ministrar tranqüilamente.
6. Arrume a sua bagunça (e a de seu antecessor)
Em sexto, arrume a sua bagunça (e a de seu antecessor). Eis algumas áreas cruciais:
a. Membresia: arrume o rol de membros de modo que o número de pessoas ali registrados seja quase equivalente ao daqueles que freqüentam regularmente a igreja. O rol de membros deve representar ovelhas. Remova os lobos, tanto quanto você puder, e exclua os que não freqüentam a igreja. Ajude o próximo pastor a ter um bom começo por saber exatamente que ovelhas ele é chamado a pastorear.
b. Liderança da igreja: empenhe-se por estabelecer líderes qualificados e remover os desqualificados. Sei de muitos casos de igrejas em que o último pastor nunca fez o trabalho árduo de remover um líder corrupto. De fato, às vezes o pastor saiu porque não queria mais lidar com o líder corrupto. Isso não é uma maneira de ajudar o próximo pastor!
c. Equipe de servidores: o mesmo que disse no ponto “b”. Não deixe um péssimo empregado a serviço do próximo pastor. Enfrente e resolva esse problema por amor à sua igreja e por amor ao próximo pastor. E, ao fazer isso, edifique o reino.
d. Dívidas: ninguém sente o peso de dívidas como um novo pastor. Com certeza, ele aprecia o novo prédio que o pastor anterior construiu, mas ele é paralisado pelas dívidas. Elas consomem grande parte do orçamento da igreja e obstruem iniciativas necessárias que visam à edificação de uma igreja saudável. Faça tudo que você puder para pagar todas as dívidas e não deixar débitos.
7. Tenha presbíteros
Em sétimo, tenha presbíteros. Isso talvez seja a coisa mais importante que você precisa fazer. Uma pluralidade de presbíteros ajudará na transição, para que o conhecimento do estado espiritual da igreja não desapareça com a mudança de pastor.
UMA VEZ QUE VOCÊ DECIDIU SAIR, CONSIDERE...
O que você deve fazer se já decidiu ir para outra igreja? Uma vez que você decidiu sair, considere o seguinte:
1. Prenda a sua língua, teologicamente falando. Não vacine a sua congregação contra uma doutrina ou uma prática bíblica que eles ainda não adotaram, por criticá-los severamente com essa doutrina ou prática, em sua saída. Se você fizer isso, estará imunizando-os contra a recepção desse bom ensino no futuro.
2. Limite seu conhecimento. Não continue a receber ou a acumular conhecimento de sua congregação quando você já sabe que está saindo. Isso tem de ser feito pelo próximo pastor ou por um presbítero que ficará na igreja. Sim, cumpra a vocação pastoral, mas leve outro líder com você, para que o cuidado continue depois que você deixar a igreja.
3. Controle a sua língua no que diz respeito a “ovelhas problemáticas”. Não estrague o começo do mistério do novo pastor por apresentar-lhe um quadro exageradamente desagradável de membros de sua igreja. Em outras palavras, não crie preconceitos no pastor contra quaisquer ovelhas do rebanho. Dê-lhes uma oportunidade de mudar, crescer e reconstruir a confiança pastoral.
4. Advirta o novo pastor. Havendo dito essas coisas no ponto 3, você deve advertir o novo pastor quanto aos lobos inflexíveis.
5. Saia. Com sabedoria, torne a transição algo breve. Tome bastante tempo para preparar a igreja a fim de que a transição seja tranqüila, mas não crie um engarrafamento para o novo pastor.
6. Esteja disponível ao novo pastor depois que você sair.
EXISTE SOMENTE UM SUPREMO PASTOR
Em tudo isso, seu alvo deve ser o de guiar a sua igreja de um modo que demonstre que há somente um Supremo Pastor: Jesus (1 Pedro 5.4). Portanto, prepare sua igreja para o próximo pastor e peça a Deus que faça a sua igreja continuar proclamando o evangelho fielmente por muito tempo depois de sua saída.
Matt Schmucker é diretor executivo do Ministério 9 Marcas e, presbítero na Igreja Batista de Captol Hill, no distrito de Washington.





quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

NÃO ESCOLHI SER PASTOR

Acabo de separar em minha biblioteca o livro de Bill Lawrence, Autoridade Pastoral – Editora Vida (2002). Não que eu queira um manual para ter ou requerer autoridade, pois tenho aprendido na Bíblia que a autoridade não é imposta e sim reconhecida (Mt 7.28,29). Meu objetivo é ajustar-me aquilo que entendo ser o chamado de Deus e o objetivo Dele em minha vida.

Quando eu era pequenino lá em Ipanema (bons tempos!), costumava afirmar que seria vereador. Quando fazia essa afirmação, em minha mente infantil imaginava a farda azul da FAB e me via como um piloto de aviões, logo o termo certo seria aviador. Talvez fosse influenciado pelo personagem do seriado Jeannie é um gênio, o Capitão Anthony Nelson, ou por outro motivo qualquer. É lógico que, como a maioria das crianças, essa escolha profissional foi se modificando e se adequando às realidades possíveis e o sonho de ser aviador ficou lá em Ipanema mesmo, não me acompanhando para a Baixada Fluminense.
O entendimento tradicional a respeito da vocação pastoral é que “todos os crentes foram chamados por Deus para a salvação, para o serviço cristão, para testemunhar de Jesus Cristo e promover o seu reino, na medida dos talentos e dos dons concedidos pelo Espírito Santo. Entretanto Deus escolhe, chama e separa certos homens de maneira especial, para o serviço distinto, definido e singular do ministério da sua Palavra.” [1] Segundo esse conceito, não foi eu quem escolheu ser pastor, mas Deus assim quis. Então porque enfrentamos tantas dificuldades no ministério? Porque tanta incompreensão? Porque tanta tristeza no exercício de um ministério tão sublime? Porque tantos equívocos no “percurso”? Porque tanta resistência em atender uma orientação pastoral bíblica? As perguntas seguem com seus "porquês".
Diante dos desafios em liderar o povo de Deus, talvez entendamos os motivos de Moisés ao tentar esquivar-se da missão que Deus estava a lhe confiar (Êxodo 3), talvez o povo não reconhecesse que ele estivera com o Senhor; e com Gideão a dúvida era se Deus estava mesmo naquela experiência "teofânica" (Juízes 6). Embora tenha faltado uma segurança no primeiro momento para Moisés e Gideão, eles figuram na galeria dos heróis da fé (Hebreus 11) como grandes homens da história bíblica. Isso me inspira muito, pois sei que na caminhada do ministério e tendo a convicção de que estou cumprindo aquilo que Deus determinou, mesmo que não tenha sido uma escolha motivada por um desejo pessoal, Deus está no controle me ensinando a ser um melhor pastor e preparando-me para o rebanho que é Dele. Sendo assim, mesmo não tendo todas as respostas tenho decidido permanecer naquilo que fui chamado, sem abandonar e sem ir além.
Não escolhi ser pastor, mas agora não escolheria ser qualquer outra coisa. Eu sou pastor!
Fui ler o livro...até mais!

Deus te abençoe!

[1] Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira Cap. 9 Leia completo aqui.
Josimar da Silva Alves - pastor batista
Membro da Igreja Batista em Parque Alian
São João de Meriti / RJ


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...