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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

NÃO SE CONTENTE COM SUA PREGAÇÃO MEDÍOCRE


Por Paul Tripp*

"Nosso evangelho não chegou até vós tão somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção." 1 Tessalonicenses 1.5


Quero examinar um lugar onde há demasiada mediocridade na igreja de Jesus Cristo: a pregação. Por cerca de 40 finais de semana por ano eu estou com alguma parte do corpo de Cristo em algum lugar do mundo. Muitas vezes, não sou capaz de sair no sábado e, por isso, vou assistir ao culto da congregação local (quando não estou programado para pregar). O que estou prestes a dizer provavelmente vai me encrencar, mas estou convencido de que precisa ser dito. Estou triste e angustiado por dizer isso, mas já estou cansado de ouvir palestras teológicas chatas e mal preparadas, dadas por pregadores não inspirados, lendo manuscritos, e tudo isso feito em nome da pregação bíblica.

Não estou surpreso que as mentes das pessoas divaguem. Eu não estou surpreso que as pessoas têm lutado para se manter atentas e despertas. Estou surpreso que mais não têm. Eles têm sido ensinados por alguém que não trouxe as armas apropriadas para o púlpito, a fim de lutar por eles e com eles. A pregação é mais do que regurgitar seu comentário exegético favorito, reformular os sermões de seus pregadores favoritos, ou remodelar as notas de uma de suas aulas favoritas do seminário. É trazer as verdades transformadoras do Evangelho de Jesus Cristo de uma passagem que foi devidamente compreendida, convincentemente e praticamente aplicada, e entregue com a ternura envolvente e a paixão de uma pessoa que foi quebrantada e restaurada pelas verdades que ela irá comunicar. Você simplesmente não pode fazer isso sem a devida preparação, meditação, confissão e adoração.


Simplesmente não dá para você começar a pensar em uma passagem pela primeira vez no sábado à tarde ou à noite e dar o tipo de atenção que ela precisa. Você não será capaz de compreender a passagem, de ser pessoalmente afetado e de estar preparado para dá-la aos outros de uma forma que contribua à contínua transformação deles. Como pastores, temos que lutar pela santidade da pregação, ou ninguém mais o fará. Temos que exigir que os afazeres do nosso trabalho permitam o tempo necessário para se preparar bem. Temos que arranjar tempo em nossas programações para fazer o que for necessário para cada um de nós, considerando nossos dons e nossa maturidade, estejamos preparados como porta-vozes para nosso Rei Salvador. Não podemos acomodar com padrões que denigram a pregação e degradem a nossa capacidade de representar um Deus glorioso de uma graça gloriosa. Não podemos nos permitir estarmos muito ocupados e distraídos. Não podemos estabelecer padrões baixos para nós mesmos e para aqueles a quem servimos. Não podemos nos desculpar e acomodar. Não podemos nos permitir espremer mil reais em preparação em poucos centavos de tempo. Não devemos perder de vista Aquele que é Excelente e a excelente graça que fomos chamados para representar. Não podemos, porque estamos despreparados, deixar Seu esplendor parecer chato e sua maravilhosa graça, ordinária.


A cultura e disciplina que envolve a nossa pregação sempre revelam o verdadeiro caráter de nossos corações. É exatamente aí que a confissão e o arrependimento precisam acontecer. Não podemos culpar as exigências de nosso trabalho ou nossa ocupação. Não podemos apontar o dedo para as coisas inesperadas que aparecem no calendário de cada pastor. Não podemos culpar as demandas da família. Temos que humildemente confessar que a nossa pregação é medíocre e que não está subindo ao patamar para o qual fomos chamados. Nós somos o problema. O problema é que perdemos a nossa admiração, e com essa perda nos acomodamos em apresentar a excelência de Deus de uma forma que não é nada excelente. Qualquer forma de mediocridade no ministério é sempre um problema do coração. Se isso o descreve, então corra ao seu Salvador em humilde confissão e abrace a graça que tem o poder de resgatá-lo de si mesmo, e, ao fazer isso, restaurar a sua admiração.


Fonte: Blog FIEL

*Dr. Paul David Tripp (MDiv, DMin) é membro da equipe pastoral da Tenth Presbyterian Church em Filadélfia, professor de vida e cuidado pastorais em Fort Worth, Texas e autor de vários livros sobre vida cristã. Entre outros, escreveu com Timothy Lane Relacionamentos - uma confusão que vale a pena (Cultura Cristã). Paul é casado com Luella e o casal têm quatro filhos adultos.

sábado, 28 de maio de 2011

Alerta à nação brasileira

domingo, 8 de maio de 2011

FAMÍLIA

Por: Vanderlei Batista Marins*

Comentário do Capítulo 17 da Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira

A família é a célula mater da sociedade, sua primeira instituição, e foi criada por Deus para o bem do homem e, consequentemente, de toda a humanidade. Sua base é o casamento monogâmico, que se deve sustentar no tempo, sendo desfeito somente pela morte ou pela infidelidade conjugal.
O princípio da família é “deixar para formar”. [...] deixará o varão o seu pai e sua mãe”. Esta é a regra máxima ditada à sociedade para que possa estabelecer e durar.
A família propicia a integração do gênero humano, promove comunhão, cooperação e harmonia entre cônjuges e filhos. Dentro do ideal bíblico, a família é um núcleo por onde haveriam de fluir as bênçãos divinas para alcançar os moradores da terra (Gn 1.28). Deus não queria que o homem vivesse só; sendo assim, a constituição da família soluciona o primeiro problema da raça humana: a solidão.
Viver acompanhado ou tendo alguém inserido em seu contexto é corresponder aos intentos do Pai, que não estava solitário na eternidade, pois participava de íntima comunhão com o Filho e o Espírito Santo.
Como é desafiador o ideal de convivência! Deus quer que haja relacionamento entre seus filhos, entre famílias, pois Ele é um ser pessoal e sociável às criaturas morais.
O viver isolado é uma anomalia, uma agressão à Palavra de Deus, que apregoa que não é bom que o homem esteja só. A família dá respaldo nas ações do cotidiano, abriga nas aflições, entusiasma na construção dos ideais da vida e favorece a interação entre os seres.
*Pastor da 1ª Igreja Batista em Alcântara e Presidente da Convenção Batista Fluminense

sexta-feira, 6 de maio de 2011

BRASIL: JUSTIÇA LEGALIZA IMORALIDADE

                                            
Em um país onde o Poder Legislativo é o que menos legisla, mas sim o Poder Executivo através de Medidas Provisórias ou o Poder Judiciário através das suas "interpretações" (este último sem ter sido eleito pelo povo, nem passível de perante ele responder), o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade dos seus membros, resolveu estender aos homossexuais o instituto das "uniões estáveis", sem qualquer embasamento nos dispositivos expressos da Constituição Federal ou do Código Civil, mas tendo por base argumentos filosóficos emanados da ideologia secularista que está a destruir os fundamentos da civilização ocidental plasmada pelo Cristianismo.

Mais uma vez é o aparelho do Estado indo de encontro à Nação, sua História, sua Cultura e seus Valores. A imoralidade do homossexualismo – nítido desvio de conduta e enfermidade emocional e espiritual – sempre rejeitada pela Nação, não por preconceitos, mas por conceitos que geram preceitos, recebeu o manto da legalidade, com o objetivo de reforçar a sua legitimidade. A imoralidade foi legalizada. O pecado foi legalizado. A minoria organizada do lobby GLSTB comemora seu momento de "vitória" contra a família. O Brasil se junta aos 10% dos países vanguardistas onde se aprovou tal instituto ou o do próprio "casamento". O Brasil está de luto. A dignidade da pessoa humana e as leis vigentes isonômicas já eram mais do que suficientes para o exercício da cidadania, o bom funcionamento do Estado Democrático de Direito e a busca do Bem-Comum. O próximo passo será a criminalização dos heterossexuais que não admitem a normalidade do homossexualismo, o atentado à liberdade de expressão e da liberdade de religião, com a PLC 122, ora no Senado da República.

A mídia já vinha, há muito tempo, manipulando a opinião pública, em uma autêntica lavagem cerebral, para quebrar as resistências, e "reeducar" a nação. Os Ministérios Federais, como o da Educação e dos Direitos Humanos também estão a gastar o dinheiro do contribuinte para promover a pederastia.

Os argumentos levantados pelos doutos ministros no dia de hoje devem ser levados às suas consequências lógicas, legalizando as outras "minorias discriminadas", como os pedófilos e outros tantos ófilos.

Os cidadãos brasileiros de convicções morais baseadas nos valores da fé revelada e nos valores sempre afirmados por nossa Pátria continuarão, com convicção e coragem, a expressar a sua mais veemente condenação a esse momento lamentável, que deslustrou a mais alta corte de justiça do País. Continuarão a pregar a mensagem de perdão de Deus a todos os pecadores e a todos os pecados (e não a promover marchas de orgulho do pecado), bem como a mensagem de arrependimento e de mudança de vida, de libertação das opressões e dos desvios, que ferem a santidade de Deus e o seu projeto para a humanidade. Continuarão a apoiar os que hoje optam pelo comportamento homoerótico e que desejam dele ser curados, bem como aos heróicos terapeutas que se arriscam diante da intolerância das novas manifestações de totalitarismo. Bem nos ensina o apóstolo Pedro que "antes importa obedecer a Deus do que aos homens", e seguindo o exemplo de Martin Luther King Jr, nos cabe a resistência pacífica (não passiva) e não violenta, a desobediência civil. Nesse momento que vozes proféticas se levantem, pois o respeito ao Poder Judiciário não passa por sua infalibilidade nem pela impossibilidade de dele se discordar e apontar para os seus equívocos, que prejudicam a Nação, e que um dia serão julgados tanto por Deus, quanto pela História.

Ache o aparelho do Estado o que achar, decida o que decidir, nossas Igrejas continuarão a afirmar que Deus criou uma humanidade de machos e fêmeas, que ordenou que o homem se unisse à mulher, e que condena vigorosamente a sodomia.
As consequências do que hoje decidiu na esfera do Estado não atingem a vida interna da Igreja e do Povo de Deus. Continuaremos a afirmar o que a herança judaico-cristã-islâmica tem ensinado por cinco mil anos. Continuaremos a respeitar a memória dos nossos antepassados e a honrar os valores dos nossos costumes e das nossas crenças.

Oremos pelas autoridades da República, para que cessem de fazer o mal e promovam o bem!
Mogi das Cruzes (SP), 05 de maio de 2011,
Anno Domini.

+Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano
Secretaria Episcopal
Diocese do Recife - Comunhão Anglicana
Visite nossa página: http://www.dar.org.br/
 "Se a cruz não for o centro da nossa religião, a nossa religião não é a de Jesus" (Rev. John Stott)


Pastor Josimar da Silva Alves 
Q Antes de imprimir, pense na sua responsabilidade social. Menos papel, mais árvores!

sábado, 19 de março de 2011

PASTORES QUE SOFREM NAS MÃOS DA IGREJA - O OUTRO LADO DA MOEDA.



Devido a existência de uma casta de pastores que vivem nababescamente fazendo do nome Deus catapulta para o enriquecimento pessoal, um número incontável de pessoas associam o ministério pastoral a um meio fácil e desonesto de enriquecer e ganhar dinheiro.

Lamentavelmente sou obrigado a concordar que alguns dos chamados “ministros de Deus”, em virtude da fama e do poder que o ministério lhes pode conceder, negociaram a fé, trocando suas almas, sonhos e dignidade por trinta moedas de prata. Tais pessoas imbuídas de uma espiritualidade mistica e sensasionalista transformaram-se em mascates da fé promovendo invencionices escalafobéticas cujo objetivo final é a sua prosperidade financeira. Todavia, ao contrário do que se possa imaginar existem em nosso país, milhares de pastores que não se dobraram diante deste espírito mercantilista. Na verdade, conheço inúmeros ministros do evangelho que passam significativas necessidades simplesmente pelo fato de terem se recusado a vestir a carapuça do coronelismo, optanto assim por viver a vida cristã de forma santa, irrepreensível e ilibada.

Alguns destes ministros (nem todos, graças a Deus) sofrem horrores nas mãos de seus conselhos, presbitérios e assembleías, que de forma desrespeitosa humilham seus pastores pagando-lhes um salário de fome. Não são poucas as vezes que diante de uma crise financeira a igreja propõe a diminuição do salário pastoral ou o corte do plano de saúde dos filhos, ou até mesmo demissão do ministro. Para piorar a situação, alguns consideram o trabalho do pastor fácil demais, daí não entenderem a necessidade do pastor gozar férias, isto sem falar no massacre emocional que fezem sobre a esposa e familia do pastor exigindo deles perfeição em todos os momentos da vida.

Caro leitor, ouso afirmar que alguns irmãos não tratam seus pastores como deveriam. Vez por outra recebo emails ou ouço de algumas pessoas criticas relacionadas ao salário dos pastores. Ora, como mencionei anteriormente, sei existem alguns pastores que vivem nababescamente usufruindo do dinheiro do povo de Deus, no entanto, a esmagadora maioria dos líderes cristãos lutam com dificuldade para sustentar suas famílias. Sei de incontáveis histórias de homens de Deus que trabalham duro fazendo tendas, visto que a igreja que pastoreia não valoriza o seu serviço pastoral pagando-lhe um salário digno.

Ora, assim como os membros de sua igreja o pastor precisa pagar suas dividas, saldar seus impostos, vestir seus filhos, pagar escola, comprar material escolar, e tantas outras coisas mais. No entanto, parece que parte da igreja de Cristo encontra-se anestesiada quanto as necessidades de seus líderes espirituais, mesmo porque, para alguns o pastor não deveria receber salário.
Há pouco soube de uma história no mínimo triste. O tesoureiro de uma igreja teve a cara de pau de afirmar o seguinte: - “Ué, ele não é pastor? Que viva pela fé! A igreja não tem dinheiro para pagar este mês o salário dele.” Em outra situação, a junta diaconal disse: “Ele tá reclamando de que? Ele que espere! Quando a igreja tiver dinheiro paga o que lhe deve!”

A Bíblia ensina que quem ministra do altar deve viver do altar. "Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho."

Caro leitor, a orientação do Senhor é clara em afirmar que os que anunciam o evangelho que vivam dele. Além disso, as Escrituras afirmam que os “Os anciãos que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente os que labutam na pregação e no ensino. Porque diz a Escritura: Não atarás a boca ao boi quando debulha. E: Digno é o trabalhador do seu salário” ( Timóteo 5:17-18)

Diante do exposto, acredito que a Igreja de Cristo deva tratar com amor, respeito e consideração àqueles que no Senhor os tem presidido. Lidar com desdém e desprezo o salário de homens de Deus que dedicam suas vidas a oração, ensino e pastoreio de vidas é opor-se aos ensinamentos dos apóstolos.

Pense nisso!

Renato Vargens é Conferencista Internacional, escritor dos livros (Tempo de Sonhar; Quando o milagre acontece; Sua Família pode ser mais feliz; Meu filho, meu amigo; Quando a esperança ressuscita; Quarto secreto; O que fazer diante da tragédia; Começar de novo; Seja o agente transformador de sua Família; Cristianismo ao gosto do Freguês e Namoro.com). É também Diretor da Scrittura Produções, colunista e articulista de revistas, jornais e diversos sites protestantes, e Pastor Presidente da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, RJ





sexta-feira, 11 de março de 2011

PREPARE A IGREJA PARA O PRÓXIMO PASTOR

Por: Matt Schmucker*

Embora seja fácil desenvolver uma visão restrita no cumprimento das pressões diárias do ministério, os pastores devem sempre estar pensando nos dias futuros. Mas, até quão longe você deve pensar? Até ao tempo em que você tiver deixado a igreja, ou estiver morto, e, por conseqüência, a igreja tiver outro pastor.

A maneira como você pastoreia a sua igreja agora terá um impacto sério em determinar se a igreja continuará prosperando sob a direção de um novo pastor ou se ela murchará depois que você sair. Com isso em mente, aqui estão sete coisas que um pastor pode fazer para preparar bem sua igreja para o próximo pastor.

COMO PREPARAR SUA IGREJA PARA O PRÓXIMO PASTOR
1. Pregue a Palavra
Primeiramente, pregue a Palavra. “É claro!”, você diz. Mas o que pretendo dizer com isso é que você deve assegurar-se de que está criando em seu rebanho um amor pela Palavra de Deus. Você quer que sua igreja seja tão faminta das Escrituras, que não importa se é você ou se é outro homem que está pregando. Eles querem a Palavra! Seja um canal de pregação expositiva fiel e, assim, você preparará o caminho para o próximo pastor.
2. Deixe que outros preguem
Em segundo, deixe que outros preguem. Por fazer isso, você ensinará sutilmente à igreja que é a água (viva) que importa e não o vaso pelo qual ela flui.
3. Permita que outros liderem
Em terceiro, permita que outros liderem. Interrompa a dependência de você por demonstrar sua confiança em outros líderes da igreja. Deixe-os exercer liderança na oração, na leitura da Bíblia, nas reuniões e outras coisas mais. Se até agora você tem sido o homem que faz tudo, precisará de algum tempo para que esses outros líderes se acostumem com a nova situação. Portanto, seja perseverante com eles e veja como a igreja e os outros líderes crescem.
4. Reconheça o bom trabalho de outros
Em quarto, reconheça publicamente o bom trabalho de outros. Você já esteve numa igreja em que somente as realizações e o bom trabalho do pastor são reconhecidos? Isso exalta fortemente a posição do pastor e desenvolve um tipo de “super-sacerdócio” entre os membros da igreja. Em vez disso, reconheça freqüentemente, em público e em particular, o bom trabalho espiritual dos outros. Fazendo isso, você preparará melhor a sua igreja para a sua ausência.
5. Edifique as práticas da igreja em torno de princípios bíblicos e não de suas preferências pessoais
Em quinto, edifique as práticas da igreja em torno de princípios bíblicos e não de suas preferências pessoais. Quantas vezes já ouvi a declaração: “Nunca fazemos isso dessa maneira porque o pastor sempre quis...” Edificar as práticas de sua igreja em preferências pessoas, e não nos princípios bíblicos, edifica a igreja ao redor de você e não de Deus. Se você edifica sua igreja nos princípios bíblicos, o próximo pastor pode vir e ministrar tranqüilamente.
6. Arrume a sua bagunça (e a de seu antecessor)
Em sexto, arrume a sua bagunça (e a de seu antecessor). Eis algumas áreas cruciais:
a. Membresia: arrume o rol de membros de modo que o número de pessoas ali registrados seja quase equivalente ao daqueles que freqüentam regularmente a igreja. O rol de membros deve representar ovelhas. Remova os lobos, tanto quanto você puder, e exclua os que não freqüentam a igreja. Ajude o próximo pastor a ter um bom começo por saber exatamente que ovelhas ele é chamado a pastorear.
b. Liderança da igreja: empenhe-se por estabelecer líderes qualificados e remover os desqualificados. Sei de muitos casos de igrejas em que o último pastor nunca fez o trabalho árduo de remover um líder corrupto. De fato, às vezes o pastor saiu porque não queria mais lidar com o líder corrupto. Isso não é uma maneira de ajudar o próximo pastor!
c. Equipe de servidores: o mesmo que disse no ponto “b”. Não deixe um péssimo empregado a serviço do próximo pastor. Enfrente e resolva esse problema por amor à sua igreja e por amor ao próximo pastor. E, ao fazer isso, edifique o reino.
d. Dívidas: ninguém sente o peso de dívidas como um novo pastor. Com certeza, ele aprecia o novo prédio que o pastor anterior construiu, mas ele é paralisado pelas dívidas. Elas consomem grande parte do orçamento da igreja e obstruem iniciativas necessárias que visam à edificação de uma igreja saudável. Faça tudo que você puder para pagar todas as dívidas e não deixar débitos.
7. Tenha presbíteros
Em sétimo, tenha presbíteros. Isso talvez seja a coisa mais importante que você precisa fazer. Uma pluralidade de presbíteros ajudará na transição, para que o conhecimento do estado espiritual da igreja não desapareça com a mudança de pastor.
UMA VEZ QUE VOCÊ DECIDIU SAIR, CONSIDERE...
O que você deve fazer se já decidiu ir para outra igreja? Uma vez que você decidiu sair, considere o seguinte:
1. Prenda a sua língua, teologicamente falando. Não vacine a sua congregação contra uma doutrina ou uma prática bíblica que eles ainda não adotaram, por criticá-los severamente com essa doutrina ou prática, em sua saída. Se você fizer isso, estará imunizando-os contra a recepção desse bom ensino no futuro.
2. Limite seu conhecimento. Não continue a receber ou a acumular conhecimento de sua congregação quando você já sabe que está saindo. Isso tem de ser feito pelo próximo pastor ou por um presbítero que ficará na igreja. Sim, cumpra a vocação pastoral, mas leve outro líder com você, para que o cuidado continue depois que você deixar a igreja.
3. Controle a sua língua no que diz respeito a “ovelhas problemáticas”. Não estrague o começo do mistério do novo pastor por apresentar-lhe um quadro exageradamente desagradável de membros de sua igreja. Em outras palavras, não crie preconceitos no pastor contra quaisquer ovelhas do rebanho. Dê-lhes uma oportunidade de mudar, crescer e reconstruir a confiança pastoral.
4. Advirta o novo pastor. Havendo dito essas coisas no ponto 3, você deve advertir o novo pastor quanto aos lobos inflexíveis.
5. Saia. Com sabedoria, torne a transição algo breve. Tome bastante tempo para preparar a igreja a fim de que a transição seja tranqüila, mas não crie um engarrafamento para o novo pastor.
6. Esteja disponível ao novo pastor depois que você sair.
EXISTE SOMENTE UM SUPREMO PASTOR
Em tudo isso, seu alvo deve ser o de guiar a sua igreja de um modo que demonstre que há somente um Supremo Pastor: Jesus (1 Pedro 5.4). Portanto, prepare sua igreja para o próximo pastor e peça a Deus que faça a sua igreja continuar proclamando o evangelho fielmente por muito tempo depois de sua saída.
Matt Schmucker é diretor executivo do Ministério 9 Marcas e, presbítero na Igreja Batista de Captol Hill, no distrito de Washington.





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